O que teria acontecido

Causas do acidente ainda não foram comprovadas, mas acredita-se que houve uma combinação de falha técnica e erro humano

iG São Paulo |

Três meses depois do acidente, as autoridades americanas ainda investigam os reais motivos do desastre. Ainda não se chegou a uma conclusão sobre o que realmente causou a explosão e o vazamento.

Segundo documento anônimo que circulou pelo meio petrolífero logo após o acidente, e ao qual o iG teve acesso , o vazamento de petróleo ocorreu devido a uma falha técnica associada a erro humano. Óleo ou gás teriam entrado no revestimento da tubulação do poço, e a tripulação teria demorado a acionar os equipamentos de segurança, que impediriam o erro que acabou por provocar o incêndio.

Investigadores do Congresso Americano afirmaram que a BP teve três sinais de problemas na plataforma uma hora antes do acidente. Testemunhas afirmaram que o poço estava jorrando líquido e testes de pressão indicaram que uma “anormalidade muito grande” estava acontecendo na plataforma.

O poço soltou fluido por três vezes nos 51 minutos antes do incêndio e a pressão no cano de perfuração “cresceu inesperadamente” antes da explosão, de acordo com o memorando divulgado pela Comissão de Energia e Comércio do Congresso Americano. A investigação da BP também levantou suspeitas sobre as condições do blowout preventer, um equipamento de segurança que não conseguiu fechar a cabeça do poço.

Em entrevista à BBC, no dia 25 de maio, Tyrone Benton, funcionário da plataforma, afirmou que, apesar do aviso de vazamento dado pelo equipamento de segurança, os responsáveis pela plataforma decidiram simplesmente desligar o aparelho de segurança em vez de consertá-lo. Um segundo equipamento foi acionado.

Outro funcionário da BP, disse em depoimento, no dia 19 de julho que a empresa usou uma forma incomum de testar o dispositivo crítico de emergência que falhou no dia da explosão.

O especialista em perfuração líquida, Leo T. Lindner, disse em audiência governamental, que a BP deu a ele a permissão de usar um montante exagerado do fluido, chamado “spacer”, durante procedimento dos testes do blowout preventer (equipamento de segurança usado para fechar o poço).

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