Nova Zelândia comemora páscoa com abate de 23 mil coelhos

Tradição recebe críticas de defensores dos animais que afirmam que evento anual incita a crueldade

EFE |

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Evento anual tem como objetivo diminuir o número de coelhos nas pastagens
Uma caçada anual em uma comunidade rural da Nova Zelândia abateu, em sua 20ª edição, 22.904 "coelhos da Páscoa" apesar das críticas dos defensores dos animais, informou nesta segunda-feira (25) a imprensa local.

A "Grande Caçada do Coelho de Páscoa" é um evento organizado a cada ano para ajudar os granjeiros da região de Otago, sul da Nova Zelândia, a combater a praga de roedores que arrasa com suas pastagens.

A denominada Brigada Beis Manada de Lobos, que matou 1.664 coelhos, venceu outras 46 equipes que participaram desta disputa realizada entre sexta-feira e sábado passado, publicou o jornal "Otago Daily Times".

O capitão da Brigada, Jason Gerken, disse que os 12 membros de sua equipe trabalharam durante "24 horas seguidas" em uma espécie de operação militar para poder ganhar esta competição dotada de 3.500 dólares neozelandeses (R$ 4.396).

A caçada recebeu as críticas do porta-voz do grupo protecionista Safe, Hans Kriek, segundo o qual, o evento incita a crueldade já que muitos dos caçadores não têm experiência e participam deste tipo de massacres em um "ambiente festivo".

Os coelhos foram introduzidos na Nova Zelândia a partir de 1830 como alimento e para fins esportivos, mas com o transcurso dos anos se transformaram em uma praga.

Os fazendeiros gastam cerca de US$ 50 mil anuais no controle de pragas, um investimento que inclui a compra de armas e munição, assim como veneno e armadilhas

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