Nova Zelândia anuncia pior catástrofe ecológica marítima do país

Vazamento de petróleo em cargueiro liberiano ameaça recife Astrolabe

iG São Paulo |

EFE
Veterinários limpam animais cobertos por petróleo na Nova Zelândia
As autoridades da Nova Zelândia classificaram o vazamento de petróleo do cargueiro Rena como o maior desastre ambiental marítimo que o país sofreu depois que o navio perdeu novamente nesta terça-feira (11) uma "grande" quantidade de combustível.

O acidente na baía turística da Nova Zelândia, que ameaça vazar toneladas de petróleo, é a "pior catástrofe ecológica marítima" da história do país, declarou o ministro neozelandês do Meio Ambiente, Nick Smith. De acordo com o ministro, a quantidade de combustível que foi derramada nas últimas 24h é cinco vezes superior a quantia que vazou no início do acidente.

"Os acontecimentos trágicos que estamos assistindo eram inevitáveis depois que o 'Rena' encalhou", disse o ministro. Entre 130 e 350 toneladas de óleo já vazaram do "Rena". O casco do navio ameaça romper e liberar 1.700 toneladas de combustível no arrecife Astrolabe, famoso pela rica fauna e flora, a 22 km da cidade de Tauranga (ilha do Norte).

Até a segunda-feira 20 das 1.700 toneladas de combustível da embarcação haviam vazado após o naufrágio no recife de Astrolabe, a 12 quilômetros da cidade portuária de Tauranga, na Ilha do Norte.

Smith enfatizou que "a situação vai piorar nos próximos dias", segundo declarações divulgadas pela cadeia "TVNZ".

EFE
Grupo limpa praia atingida por derramento de petróleo na Nova Zelândia
As autoridades também retiraram nesta terça-feira os 24 tripulantes que estavam no navio após o pedido de socorro diante da piora das condições meteorológicas. Ondas de até quatro metros sacodem o navio com ventos de 37 a 47 km/h, informou a MNZ.

A maré negra se dirige à praia de Mt. Maunganui - onde na segunda-feira foram detectadas as primeiras bolsas de petróleo da mesma forma que na Ilha Matakana - assim como ao porto de Tauranga, na Ilha do Norte.

O coordenador de resposta ambiental, Nick Quinn, advertiu sobre a piora da situação com a chegada de grandes quantidades de combustível ao litoral do país.

Em Mt. Maunganui centenas de pessoas limpam as bolsas de petróleo. O barco que era utilizado para extrair o combustível do cargueiro teve de retornar a terra à noite após sofrer danos.

O ministro dos Transportes, Stephen Joyce, reiterou o compromisso do Governo com a limpeza das praias cujo custo, que aumentou em milhões de dólares, será cobrado dos donos do cargueiro.

No início de julho, as autoridades da China detectaram 18 falhas no cargueiro de bandeira liberiana, que tem de 236 metros de comprimento e 21 anos, e determinou a reparação urgente.

Nesse mês, as autoridades australianas detectaram 17 problemas, mas outra inspeção na Nova Zelândia em setembro só achou um problema relacionado à implementação do sistema internacional de gestão de segurança, informou a rede "TVNZ".

O secretário-geral do Sindicato Marítimo neozelandês, Joe Fleetwood, disse na segunda-feira que a MNZ havia detectado várias deficiências no Rena, entre elas problemas na manutenção e propulsão do motor principal.

(Com informações da EFE e da AFP)

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