Nenhum problema sério afeta poço danificado no Golfo, diz oficial

Thad Allen afirmou que as anomalias detectadas nos arredores do poço da BP não afetam as operações de limpeza da região

iG São Paulo |

As autoridades encarregadas da luta contra a mancha de óleo no Golfo do México afirmaram nesta segunda-feira que as três anomalias detectadas na região do poço responsável pela catástrofe até o momento não afetam as operações.  

Três "anomalias" foram detectadas nos arredores do poço, explicou em coletiva de imprensa o almirante Thad Allen, responsável pela luta contra a mancha de óleo do lado do governo dos Estados Unidos.

Em primeiro lugar, foi detectado um vazamento a três quilômetros do poço, diferente do vazamento responsável pela mancha de óleo, e cuja natureza Allen não informou. Esse vazamento, disse o almirante, "não está vinculado" ao poço da BP.

Mais cedo, o governo tinha autorizado a BP a manter selado durante mais 24 horas o poço de petróleo, apesar da descoberta desse vazamento, exigindo que a empresa vigiasse de perto a situação.

Posteriormente, disse Allen, foram observadas "diversas anomalias (...) em um raio de centenas de metros" do poço, mas não detalhou suas causas.

Por último, os engenheiros observaram o escape de "bolhas" do funil instalado pela BP para conter o petróleo que sai do poço, completou. A BP indicou que o escape poderia se tratar de nitrogênio, algo que assegura que é "comum".

Allen disse que as autoridades não acreditam que as anomalias detectadas "tenham incidência" nas operações de luta contra a mancha de óleo. 

(Com informações da AFP e EFE)

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