Negociações de clima da ONU precisam acelerar por acordo global

O prazo para aprovar a ampliação ou substituição do Protocolo de Kyoto está acabando e ainda não se chegou a um consenso

Reuters |

As conversações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima que acontecem esta semana precisam urgentemente centrar num foco e acelerar, pois o tempo está se esgotando para que se chegue a um acordo global sobre o combate às mudanças climáticas até o fim do ano, afirmaram delegados na abertura das negociações nesta segunda-feira.

Restam apenas 11 dias de trabalho até a cúpula da ONU em Cancún, em novembro, para aprovar a ampliação ou a substituição do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

"Há muito interesse esta semana em acelerar o ritmo e avançar com resolução em direção a Cancún", disse a diretora da ONU para o clima, Christiana Figueres, a jornalistas.

O acordo existente limita as emissões de dióxido de carbono em quase 40 países desenvolvidos de 2008 a 2012. Novas metas, porém, necessitam da aprovação de ao menos 143 países -- ou três quartos dos países do pacto.

A cúpula de Copenhague no ano passado terminou com um acordo frouxo e os delegados presentes na segunda-feira não querem uma repetição disso este ano.

"O debate geral não é suficiente. O tempo está se esgotando. Precisamos entrar o mais rápido nas negociações sobre as ações de fato", disse Huikang Huang, representante especial da China para conversações sobre mudança climática.

Em uma tentativa de romper o impasse, o presidente de um grupo de trabalho da ONU consultará governos nesta semana sobre o uso do texto do protocolo atual como documento de negociação para avançar.

"O presidente iniciará as consultas esta semana. As partes terão de decidir se consideram isso uma opção e quando decidirão sobre isso", afirmou Figueres.

Até agora não se chegou a um acordo em razão da falta de precisão sobre as metas de redução de emissões e de um cronograma para atingi-las, sobre o financiamento dos países em desenvolvimento e monitoramento dos cortes de emissões.

Um documento preliminar publicado pela ONU em julho nada fez para dissipar tais preocupações, levando alguns a acreditarem que um consenso global está distante.

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