Mau uso da água fez com que antiga capital do Camboja fracassasse

Estudo aponta que secas prolongadas e uso excessivo do solo podem ter provocado a queda do império

The New York Times |

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Templo de Angkor: manejo da água interfiriu na durabilidade do império
Angkor, a antiga cidade do Camboja que foi sede do império Khmer, floresceu do século IX ao XV. Hoje, os turistas ainda apreciam os vestígios de sua arquitetura e sistemas sofisticados de hidroengenharia, compostos de canais, fossos e grandes reservatórios conhecidos como "barays".

Os pesquisadores que atualmente estão estudando sedimentos de um dos reservatórios afirmam que as secas prolongadas e uso excessivo do solo podem ter interferido no sistema de gestão hídrica de Angkor e provocado a queda do império.

"Quando ocorreu a queda de Angkor, houve também uma redução dos níveis de água", disse Mary Beth Day, geocientista da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. "E muito menos sedimentos chegavam ao baray naquele momento".

Segundo ela, pode ser que a população de Angkor tenha crescido, e o solo pode ter ficado desgastado por conta do uso agressivo.

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"Durante os tempos de Angkor, os sedimentos que chegavam ao reservatório eram mais consistentes do que os que passaram a chegar após a queda", explicou ela. "A terra era usada de modo bastante agressivo pelo agricultura, o que mudou quando as pessoas partiram".

Day recolheu amostras de aproximadamente dois metros do núcleo de sedimentos de Angkor, o que permitiu a ela estudar as propriedades físicas do material, como a abundância de vários elementos e a relação da areia com materiais mais refinados.

Ela e seus colegas publicaram sua pesquisa na última edição do periódico The Proceedings of the National Academy of Sciences ("Atas da Academia Nacional de Ciências").

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