Maré negra: empresas envolvidas se responsabilizam mutuamente

A mancha já custou 350 milhões de dólares para a BP

AFP |

Os diretores da gigante petroleira British Petroleum (BP) e de outras empresas responsáveis pela plataforma Deepwater Horizon, que afundou no Golfo do México, preparam-se para se acusar mutuamente, nesta terça-feira, ante o Congresso, pela maré negra resultante do acidente.

O presidente da BP America, Lamar McKay, garante nas suas notas preparatórias para a intervenção na Comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado que vai trabalhar "sem descanso" até que o vazamento de petróleo esteja "sob controle".

Os engenheiros da empresa fracassaram, até agora, em deter o derramamento, a 1,5 mil metros de profundidade no oceano, de cerca de 800 mil litros de óleo por dia desde que a plataforma explodiu no dia 20 de abril e afundou dois dias depois.

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Imagem de satélite da Nasa mostra a extensão da mancha na última segunda-feira (10)

"Não pouparemos esforços" para limitar os danos econômicos e ambientais desta maré negra, assegura McKay. A mancha já custou 350 milhões de dólares a BP, e a soma pode atingir a casa dos bilhões.

A investigação interna realizada por uma equipe de 40 pessoas "não chegou a nenhuma conclusão" sobre as causas do acidente, segundo as observações de McKay. Entretanto, a direção da BP canaliza suas suspeitas ao proprietário da plataforma Transocean Limited, destacando que ele era responsável por uma peça crucial dos equipamentos que não funcionou antes da explosão e impediu a retomada do controle do poço.

"Os sistemas são feitos para resistir a acidentes. Lamentavelmente, por razões que não compreendemos, a plataforma não estava pronta. O mecanismo da Transocean para impedir explosões não funcionou", declarou.

O presidente da Transocean, Steven Newman, informou em sua defesa que questionar o funcionamento dessa válvula de 450 toneladas "não tem o menor sentido", e destaca que "todos os projetos de produção de petróleo no mar são, do princípio ao fim, responsabilidade de quem explora", no caso a BP. 

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