Maré negra: comissão aponta falhas em políticas públicas

Comissão de investigação atribuiu culpa do vazamento de petróleo no Golfo do México ao governo e indústria dos EUA

AFP |

O vazamento de petróleo no Golfo do México é produto de uma "enorme falha" da política pública americana de várias décadas, afirmou nesta terça-feira um membro da Comissão Presidencial Independente de Investigação.

"As causas desse desastre remontam de várias décadas e podem ser atribuídas a todos: Estado Federal, indústria, Casa Branca, Congresso, republicanos e democratas", disse o ex-senador e governador democrata da Flórida, Bob Graham, vice-presidente da Comissão criada pelo presidente Barack Obama para levar luz sobre as circunstâncias da pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos.

Em 20 de abril ocorreu uma explosão na plataforma Deepwater Horizon que deixou 11 operários da BP mortos e causou, dois dias depois, o naufrágio da estrutura e o vazamento contínuo de petróleo durante mais de três meses.

"Sejamos claros, isso representa uma enorme falha repartida de política pública", completou, no segundo e último dia de audiências de funcionários, legisladores, técnicos e cientistas organizada pela Comissão.

A pessoa nomeada pelo presidente Barack Obama para coordenar a recuperação da costa do Golfo do México, o secretário da Marinha, Ray Mabus, disse que grande parte dos danos será reparada com o dinheiro das multas imputadas à petroleira BP.

As multas vão de 1.100 dólares por barril derramado até 4.300 dólares por barril, caso for provada negligência.

Isso quer dizer que a empresa britânica deverá pagar em torno de 17,6 bilhões de dólares pelos 4,9 milhões de barris (780 milhões de litros) derramados no Golfo do México.

A mancha de óleo atingiu duramente a economia local, afetando pescadores e comerciantes da região.

Segundo uma pesquisa do instituto Gallup publicada nesta terça-feira, mais de 25% dos habitantes do Golfo do México afirma sofrer de depressão desde o vazamento de petróleo.

A pesquisa foi realizada mediante 2.598 entrevistas entre 2 de janeiro e 6 de agosto, entre habitantes de 25 condados próximos ao Golfo do México em Louisiana.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG