Protestos aconteceram em frente às embaixadas do Japão em várias cidades do mundo, inclusive São Paulo

Em Manila, nas Filipinas, manifestantes usaram chapéus de golfinhos
AFP
Em Manila, nas Filipinas, manifestantes usaram chapéus de golfinhos
Manifestantes protestaram esta quinta-feira, diante das embaixadas do Japão em vários países, inclusive em São Paulo, contra a caça aos golfinhos praticada no país asiático, a qual consideram sanguinária.

Em Washington, umas vinte pessoas se reuniram em frente à representação diplomática japonesa, exibindo cartazes com a inscrição "Os golfinhos querem viver".

A ativista Kerri Shaw colou no corpo uma tela, com sequências do filme "The Cove" , documentário ganhador do Oscar, que lançou luz sobre esta prática.

No Brasil, manifestantes levaram cartazes para a frente do consulado japonês em São Paulo
Futurapress
No Brasil, manifestantes levaram cartazes para a frente do consulado japonês em São Paulo
Katie Arth, organizadora do protesto juntamente com o grupo Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta, na sigla em inglês), destacou que a caça dos golfinhos era motivada em parte pelo lucro, pois os animais são vendidos a aquários de todo o mundo.

Manifestantes se posicionaram em frente da embaixada do Japão em Washington, nos Estados Unidos
AFP
Manifestantes se posicionaram em frente da embaixada do Japão em Washington, nos Estados Unidos
"É um grande impulso sobre porque continua sendo praticado, porque é tão rentável. E as pessoas podem fazer algo a respeito, não indo a nenhum lugar onde golfinhos atuem e contatando a embaixada", afirmou.

O ativista Taylor Mason disse que a maioria dos japoneses não era consciente da matança de golfinhos, praticada na cidade de Taiji (oeste), onde geralmente se evita que a imprensa cubra a caçada.

"A principal forma de quebrar o círculo de silêncio é através de ações como estas e através da discussão para que se saiba, não só no Japão, mas também nos Estados Unidos e em outros países, que não é bom ver golfinhos se apresentar e treiná-los", disse Mason.

Protestos similares foram realizados em outras cidades dos Estados Unidos e do mundo, inclusive em Londres, Roma, Estocolmo e Manila.

A cada ano, os pescadores de Taiji encurralam cerca de dois mil golfinhos em uma baía isolada, escolhendo algumas poucas dezenas para a venda a aquários e parques marinhos, e apunharam os demais até a morte, por causa da carne, em um massacre que tinge as águas de vermelho.

Os pescadores de Taiji defendem a caça como uma tradição cultural e, quando "The Cove" foi exibido no Japão, gerou protestos de ativistas conservadores.

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