Mancha se aproxima da principal corrente do Golfo

Se os ventos na região soprarem para o oeste ou do norte para o sul a mancha chegará na Flórida, ameaçando os corais da região

EFE |

AP
Avanço da mancha pode prejudicar a região de corais de Flórida Keys, nos EUA
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos informou hoje que a maré negra de petróleo que avança pelo Golfo do México se encontra perigosamente perto da principal corrente marinha da bacia.

Segundo os modelos mais recentes da NOAA, o vazamento de petróleo está a cerca de 32 quilômetros da principal corrente do Golfo, o que aumenta a possibilidade de que parte da mancha negra seja absorvida em breve pelo fluxo marinho e arrastada rumo ao sul da Flórida.

Nesse sentido, novas imagens de satélite da Nasa mostram que uma parte do petróleo pode ter começado a ser absorvido pela forte corrente do Golfo, o que resultaria em uma ameaça direta para, entre outros, o frágil ecossistema da região de Florida Keys.

Os prognósticos da NOAA indicam que nos próximos três dias o vazamento de petróleo "já pode estar entrando na corrente do Golfo", embora ainda exista "incerteza". Tudo dependerá da direção dos ventos, disse à Agência Efe Daniel Suman, professor da Faculdade de Ciências Marinhas da Universidade de Miami (UM).

Se os ventos do sul continuarem soprando, então o sul da Flórida se salvará; mas se soprarem para o oeste ou do norte para o sul, a mancha negra de petróleo será arrastada finalmente pela corrente e acabará chegando ao sul do estado, precisou Suman.

"Não sabemos que quantidade de petróleo pode chegar e, além disso, é uma incógnita a quantidade de petróleo que se movimenta a grande profundidade", disse.

Atualmente, 61 quilômetros de barreiras flutuantes contra o óleo se estendem ao longo da costa oeste da Flórida, nos condados de Bay, Escambia, Okaloosa, Santa Rosa e Walton.

Até o momento foram registradas na Flórida 1.174 reivindicações como consequência dos efeitos adversos do vazamento de petróleo, a maioria delas por "perda de receita ou de salários" no setor da pesca comercial, esportiva e de turismo.

No total, a empresa British Petroleum (BP), operadora da plataforma Deepwater Horizon que se incendiou no dia 20 de abril e afundou dois dias depois, já forneceu US$ 330 mil aos afetados na Flórida.

Apesar disso, as águas litorâneas da Flórida permanecem abertas para a prática esportiva da pesca, assinalou em comunicado a Comissão para a Conservação da Pesca e a Vida Selvagem da Flórida (FWC).

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