Maldivas fecham "Ilha do lixo" para evitar que dejetos cheguem ao oceano

Pequena ilha Thilafushi recebe lixo produzido no arquipélago sem o tratamento adequado

EFE |

As autoridades das Maldivas proibiram que parte do lixo do país seja armazenado na pequena ilha de Thilafushi, fechada para evitar que os dejetos atinjam o mar. O local é conhecido como a "Ilha do lixo" e há tempos, organizações ambientais denunciam que Thilafushi está no limite de sua capacidade, e que, por isso o lixo acumulado cai na lagoa do interior da ilha e dali segue para o mar.

"Ela não está saturada, mas interrompemos a entrada de resíduos até que a área seja limpa", disse o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA) local, Ibrahim Naim.

Já a ONG local Bluepeace diz que a área é uma "uma bomba tóxica no oceano" e denuncia que nenhum tipo de serviço de reciclagem é feito na ilha. "Até existem pessoas isoladas reciclando resíduos como metais, garrafas e bolsas de plástico; mas isso não é feito de maneira profissional", reconheceu Naim. Porém, ele afirma que "o lixo que chega a mar aberto não é muito".

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A EPA denuncia que várias ilhas das Maldivas lançam seus dejetos em Thilafushi sem o tratamento adequado, por isso controles mais rígidos devem ser exigidos quando o lixão insular voltar a funcionar.

Com sete quilômetros de comprimento e 200 metros de largura, a "Ilha do lixo" recebe boa parte dos resíduos produzidos nos numerosos complexos turísticos do arquipélago. As autoridades locais dizem que a construção de duas usinas de tratamento em Nova Délhi, capital da Índia, poderá melhorar o problema do destino dos dejetos nas Maldivas, um dos mais graves do país.

As Maldivas ficam no Oceano Índico, no sudoeste da costa da Índia e do Sri Lanka. O país é formado por quase 1.200 ilhas (apenas 200 são habitadas) e recebe por ano cerca de 650 mil turistas, o dobro da população do arquipélago.

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