Juiz americano anula proibição de prospecção de petróleo no Golfo

A Casa Branca anunciou que vai recorrer da decisão

AFP |

NASA
Imagem de satélite da NASA do dia 19 de junho mostra a mancha de petróleo em tons mais claros, por conta da reflexão da luz
O juiz americano Martin Feldman anulou nesta terça-feira a proibição de seis meses para a prospecção de petróleo no Golfo do México, ao mesmo tempo em que a Casa Branca anunciou que irá apelar da decisão.

Veja a evolução do vazamento do Golfo do México no infográfico do iG

O juiz Martin Feldman foi favorável a 32 petroleiras que se opõem à moratória sobre exploração em águas profundas imposta pelo governo do presidente Barack Obama, depois da explosão de uma plataforma da companhia britânica British Petroleum, que provocou uma extensa maré negra em frente à costa do estado da Louisiana.

Feldman resolveu que a "demanda preliminar está garantida" contra a moratória, declarando que está convencido de que o levantamento da suspensão da prospecção e perfuração, decretada pelos serviços de administração de minerais, reflete o interesse público.

"A corte concluiu que os demandantes provavelmente conseguirão demonstrar que a decisão (do organismo governamental) foi arbitrária e caprichosa", destacou Feldman em seu veredicto.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, respondeu em seu encontro diário com os jornalistas, que a administração "entrará imediatamente com uma apelação".

"O presidente está totalmente convencido como enunciaram ontem (segunda-feira, 21) o Departamento do Interior e o Departamento de Justiça, que continuar perfurando a estas profundidades sem saber o que aconteceu (na explosão da plataforma DeepWater Horizon, dois meses atrás) não faz nenhum sentido", afirmou Gibbs.

Perfurar a estas profundidades "ameaça a segurança dos trabalhadores nas plataformas e o meio ambiente no Golfo a níveis que não podemos permitir na atualidade; é o que pensa o presidente", concluiu Gibbs.

Por sua vez, a novidade foi recebida com frieza por vários legisladores encarregados de temas de energia no Congresso.

"É outra má decisão em meio a um desastre marcado por más decisões da indústria petroleira", disse, em um comunicado, o representante Ed Markey, que preside a comissão sobre Independência Energética e Mudanças Climáticas. Markey aprovou a decisão da administração de apelar.

"Estou extremamente decepcionada de que esta moratória que exprime o senso comum tenha sido bloqueada quando milhões de litros de óleo bruto continuam vazando no Golfo (do México)", disse, por sua vez, a senadora do estado de Washington, Patty Murray, que recentemente pediu a proibição da prospecção na costa oeste americana.

Ao contrário, a senadora da Louisiana, Mary Landrieu, cujo estado é muito dependente da indústria petroleira, saudou a decisão do juiz. Landrieu pediu várias vezes ao governo que retificasse sua decisão de impor uma moratória.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG