Japão planeja taxar combustíveis para combater mudança climática

Taxa de carbono representaria aumento de 50% em relação aos impostos sobre o petróleo que estão em vigor atualmente

EFE |

O governo do Japão irá propor no ano fiscal de 2012, que começa em abril, a introdução de uma nova taxa sobre os combustíveis para combater o aquecimento global, informou nesta quarta-feira o diário econômico "Nikkei".

A denominada taxa de carbono representaria um aumento de 50% nos impostos que vigoram atualmente sobre o petróleo, o gás natural e o carvão, indica o periódico.

Não é a primeira vez que esta ideia surge no Japão, embora até o momento tenha encontrado a rejeição do principal partido da oposição, o liberal-democrata (PLD).

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O executivo japonês deve apresentar o projeto no próximo ano como parte de uma reforma tributária mais ampla que incluirá outras altas de impostos para financiar a reconstrução após o devastador terremoto de março.

Um aumento de 50% das atuais taxas sobre combustíveis se traduziria em um reajuste de 760 ienes (R$ 17,90) por quilo de petróleo e, por consequência, em uma alta dos preços da gasolina, do querosene e do gás.

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O governo planeja aplicar o novo imposto de forma gradual a partir de outubro de 2012, para arrecadar 35 bilhões de ienes (R$ 968 milhões) no primeiro ano e 240 bilhões de ienes (R$ 5,52 bilhões) nos quatro anos posteriores.

A receita angariada com esta nova taxa de carbono, segundo o diário "Nikkei", seria utilizada para conter as emissões de CO 2 do Japão, o quinto maior emissor mundial deste gás.

No ano fiscal de 2010, que terminou em março, as emissões de CO 2 provenientes da queima de combustíveis (que representam 90% do total) aumentaram no Japão 4,4% com relação ao ano anterior, a 1,12 trilhão de toneladas, segundo dados oficiais divulgados em novembro.

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