Japão encerra mais cedo a caça às baleias após ação de ativistas

Frota japonesa, composta por 180 pessoas e quatro navios, retorna um mês antes do previsto e após caçar 170 baleias

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Baleeiro japonês Yushin Maru 3 lança jatos de água em bote com ativistas da Sea Shepherd durante embate no Atlântico Sul

A intervenção de um grupo ativista contrário à caça de baleias obrigou o Japão a encerrar antecipadamente sua temporada de caça na Antártida, disse o ministro da Pesca nesta sexta-feira.

É a primeira vez que uma frota está retornando para casa mais cedo por causa de confrontos com ativistas.

Tentativas repetidas da organização Sea Shepherd Conservation Society para bloquear a caça irritaram o Japão, um dos três países -- além de Noruega e Islândia -- que ainda caçam baleias hoje. O governo afirma que a caça é uma importante tradição cultural.

"Tem se tornado difícil garantir a segurança da frota, disse o ministro da Pesca, Michihiko Kano, em coletiva de imprensa. "Não temos escolha senão encerrar nossa pesquisa mais cedo."

O Sea Shepherd considerou a decisão uma vitória para as baleias e disse que o movimento estava se tornando cada vez mais eficiente em intervir nas operações da frota japonesa.

"Não fizemos muito diferente, mas chegamos lá mais cedo e interceptamos e atrapalhamos eles muito antes de eles poderem começar", disse por telefone Jeff Hansen, diretor australiano do Sea Shepherd.

"A cada ano estamos custando para eles mais e mais dinheiro. É uma caça altamente subsidiada e estão gastando e perdendo milhões. Então estamos, de fato, atingindo seus bolsos."

A frota japonesa, composta de 180 pessoas e 4 navios, está retornando de sua caça anual um mês antes do previsto após caçar 170 baleias mink, cerca de um quinto da meta, disse Shigeki Takaya, autoridade do Ministério da Pesca.

O Japão interrompeu a caça na semana passada depois que o Sea Shepherd começou a provocar o navio principal da frota.

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