Japão é novamente acusado de corrupção na caça às baleias

Empresário japonês pagou hotel de presidente da Comissão Baleeira Internacional, na véspera de reunião que vai rever moratória

AFP |

Uma empresa vinculada a um empresário japonês pagou a fatura do hotel do presidente da Comissão Baleeira Internacional (CBI), afirmou neste domingo o Sunday Times, revelando novas acusações de corrupção, nas vésperas de uma reunião crucial da instituição.

Segundo o jornal dominical britânico, a Japan Tours and Travel Inc, uma companhia americana com sede em Houston (Texas), vinculada ao empresário japonês Hideuki "Harry" Wakasa, pagou adiantado cerca de 6.000 dólares para a estadia de Anthony Liverpool, presidente interino da CBI, em Agadir, localidade costeira marroquina onde começará na segunda-feira a reunião anual da comissão.

Quando Liverpool, embaixador de Antigua e Barbuda no Japão, chegou ao hotel Atlas Amadil Beach de Agadir em 13 de junho, sua conta já tinha sido paga por 15 dias, afirma o Sunday Times.

Questionado por um jornalista da publicação, o presidente interino da CBI não negou que a empresa tivesse pagado sua fatura, mas afirmou que não se tratava do governo japonês.

O Sunday Times já tinha afirmado há uma semana dispor de provas que demonstram que representantes africanos e caribenhos tinham aceitado votar a favor da caça às baleias depois de ter recebido promessas de ajuda do Japão, além de dinheiro e prostitutas.

A CBI reúne-se a partir de segunda-feira em Agadir para estudar uma flexibilização - defendida pelo Japão - da moratória sobre a caça às baleias, em vigor desde 1986.

Com a condição de limitar a caça aos três países - Noruega, Islândia e Japão - que a praticam atualmente com pretexto "científico", a CBI lhes ofereceria nos 10 próximos anos cotas que legalizariam sua atividade, especialmente no oceano austral, declarado "santuário" desde 1994. Assim, todas as formas de caça passariam por seu controle.

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