Japão adia esquema de negociação de emissões de gases

Medida poderá fazer com que outros grandes poluidores também retardem a elaboração de leis de redução dos gases do efeito estufa

Reuters |

O Japão adiou nesta terça-feira (28) planos de criar um esquema nacional de negociação de emissões de gases do efeito estufa, cedendo a poderosos grupos empresariais que alertaram para perda de empregos, já que competem com rivais no exterior que não precisam cumprir tantos regulamentos relacionados ao clima.

O governo apresentou um projeto sobre a questão climática ao Parlamento, o qual inclui o prazo de um ano para elaboração de um esquema nacional de negociação de emissões. Depois do adiamento desta terça-feira, esse projeto passará por revisões na próxima sessão parlamentar, que começa em janeiro.

A decisão é um golpe na expectativa da União Europeia de que grandes poluidores introduzissem esquemas de negociação de emissões, depois que revezes semelhantes ocorreram nos Estados Unidos e Austrália.

Um encontro da ONU este mês em Cancún , México fracassou no esforço de pôr fim às incertezas sobre um pacto mundial a respeito do clima a partir de 2012. Isso provavelmente fará com que grandes poluidores retardem a elaboração de leis mais duras de contenção dos gases do efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO 2 ) proveniente de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.

A Coreia do Sul também adiou a apresentação de leis sobre a questão no Parlamento por causa de temores sobre danos aos negócios.

O ministro de Estratégia Nacional do Japão, Koichiro Gemba, encarregado do assunto, disse que o esquema de negociação de emissões requer análise mais cuidadosa, indicando que tinha sido, na prática, arquivado.

Ele enfatizou, contudo, que o país não descartou inteiramente os planos de introduzir um esquema de negociação de emissões.

Havia a previsão de que o Japão, quinto maior emissor mundial de gases do efeito estufa, iria lançar o esquema até o início de 2013 para conter as emissões das empresas.

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