Ibama afirma que ainda é impossível dimensionar dano do vazamento

Presidente do Ibama, Curt Trennepohl, defende criação de fundo para acidentes ambientais

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Técnicos do Ibama avistam mancha de óleo na bacia de Campos em sobrevoo no dia 18 de novembro
O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, disse hoje (23) que é "impossível dimensionar" os dados causados pelo vazamento de petróleo na área da exploração da Chevron, em Frade, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. "Não tivemos informação de que tenha havido morte de algum animal", disse.

Para Trennepohl, a ocorrência de vazamentos mostra que ninguém está preparado para evitar esse tipo de acidente ambiental. "Eu tenho a impressão de que ninguém está preparado para acidentes, ou eles não ocorreriam", enfatizou.

Na visão do presidente do Ibama, no Brasil deveria ser criado um fundo, assim como ocorreu no Golfo do México, para concentrar recursos a serem aplicados em caso de acidentes ambientais. Trennepohl defende que as empresas que detêm o direito de exploração de petróleo deveriam recolher determinados valores para o fundo. Se não houver necessidade de usar esses recursos, ao final da concessão o dinheiro pago pelas empresas seria devolvido às concessionárias, segundo o presidente do Ibama.

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A Chevron entregou hoje ao Ibama dados referentes ao plano de emergência para contenção do vazamento de petróleo no Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo presidente do órgão. "A empresa entregou todas informações que requisitamos hoje de manhã, no Rio de Janeiro", afirmou Trennepohl, antes de participar de audiência pública sobre o tema na Câmara dos Deputados.

Se o plano de emergência tiver sido cumprido, conforme estabelece o licenciamento ambiental, a Chevron não será multada, segundo o presidente do Ibama. "Nós estamos cruzando as informações da empresa com os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e Marinha", ressaltou Trennepohl.

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