Hillary lança iniciativa mundial contra aquecimento global

Secretária de Estado americano convidou outros países para se juntarem a "Coalizão para o Clima e a Qualidade do Ar"

AFP |

A secretária de Estado americano Hillary Clinton anunciou nesta quinta-feira (16) a criação de uma iniciativa que reúne vários países na luta contra poluentes, principalmente metano e fuligem, responsáveis por mais de um terço do aquecimento global.

Rodeada por lideranças do Canadá, Bangladesh, México, Suécia e Gana, membros da iniciativa, Clinton convidou outros países para se juntarem a "Coalizão para o Clima e a Qualidade do Ar".

"Esta coalizão, o primeiro esforço internacional do gênero, levará para uma campanha mundial para criar soluções contra os poluentes de vida curta", declarou a secretária em um discurso no departamento de Estado.

"Mais de um terço do aquecimento climático é causado por poluentes de vida curta", afirmou. Para comparar, as emissões de dióxido de carbono (CO 2 ), que permanece por muito tempo na atmosfera, representam a metade do aquecimento.

Os poluentes de vida curta "destroem a cada ano milhões de toneladas de colheita e causam efeitos devastadores na saúde. Milhares de pessoas morrem todos os anos por causa da fuligem que vem dos fornos, o gás que escapa dos carros a diesel e dos caminhões que passam nas ruas", disse Clinton.

A chefe da diplomacia americana fez referência ao "carbono negro", partículas finas produzidas pela fuligem. Outra fonte de poluição alvo da iniciativa é o metano, emitido na extração de combustíveis minerais, em fontes naturais úmidas, na extração de carvão, no processo de digestão de animais e na decomposição de dejetos orgânicos.

"Se concentrar nos poluentes de vida curta tem uma vantagem: se pudermos diminuí-los de maneira considerável, nós teremos efeitos sobre o clima em um tempo relativamente curto", assegurou Clinton.

A secretária de Estado citou um relatório da ONU, segundo o qual "a eliminação de fontes de poluição até 2030 permitirá reduzir 0,5°C no aquecimento previsto 1,0° do planeta até 2050".

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