Greenpeace pinta barcos que fazem sobrepesca na Espanha

De acordo com a organização, a pesca de arrasto de profundidade recebeu, em 15 anos, 346 milhões de reais em subvenções

AFP |

Divulgação
Manifestantes escreveram "Stop subsidies" (Suspendam os subsídios) em quatro barcos de arrasto em porto espanhol
Ativistas do Greenpeace pintaram esta segunda-feira (17) com letras brancas o lema "Stop subsidies" (Suspendam os subsídios) em quatro barcos de arrasto ancorados no porto galego de Vigo (noroeste da Espanha), "para denunciar a superexploração dos oceanos".

Aproveitando a escuridão, os membros da organização ecologista, embarcados em uma lancha, se aproximaram ao amanhecer dos barcos, que usam redes que arrastam no fundo do mar para capturar o pescado.

Um método que "danifica as profundidades marinhas e destrói tudo em seu caminho", denunciou a organização em um comunicado.

"O Greenpeace quer ajudar a Comissão Europeia a identificar a sobrepesca, que é um dos principais problemas dos nossos mares", declarou em comunicado Celia Ojeda, encarregada da campanha de Oceanos do Greenpeace.

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"Pedimos que se reduza a sobrepesca e se dê prioridade ao desmantelamento urgente dos barcos mais destrutivos. A Espanha deveria proteger os oceanos e a pesca de lixo por ser mais sustentável com o meio marinho, o que garantiria o emprego dos pescadores e marisqueiros no futuro", acrescentou.

Segundo a organização, a pesca de arrasto de profundidade "recebeu, em 15 anos, 142 milhões de euros (346 milhões de reais)" em subvenções.

"O Greenpeace pretende com esta ação chamar atenção do governo espanhol e da Comissão Europeia para que parem de subvencionar estes 107 barcos de arrasto de profundidade, que só geram 0,95% do emprego" no setor, acrescentou.

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