Gestor de fundo promete acelerar indenizações a vítimas do Golfo

O advogado Kenneth Feinberg também cuidou das indenizações das vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001

BBC Brasil |

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O administrador do fundo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 35,3 bilhões) criado para compensar as vítimas do vazamento de petróleo no Golfo do México, o advogado Kenneth Feinberg, disse nesta segunda-feira que ele está determinado a acelerar o pagamento das indenizações.

Em uma série de entrevistas a canais de TV, Feinberg disse que ele testemunhou em primeira mão a frustração e a raiva das pessoas afetadas, devido às incertezas sobre seus futuros financeiros. "Nós temos de acelerar o processo (de pagamento das indenizações), como o presidente (Barack Obama) me instruiu a fazer", disse Feinberg em entrevista à rede de TV americana CNN.

Veja a evolução do vazamento do Golfo do México no infográfico do iG

"Temos de processar esses pedidos de forma mais rápida e com mais transparência, para que as vítimas compreendam o status de seu pedido de indenização, e nós temos de reduzir o fardo sobre essas pessoas no Golfo", afirmou o advogado.

Segundo Feinberg, que também foi o responsável pelo fundo para indenizar as vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, as pessoas afetadas pelo vazamento poderão entrar com pedidos de forma eletrônica e não vão precisar contratar um advogado.

BP
O fundo para indenizar as vítimas foi definido na semana passada após reuniões entre Obama e a cúpula da petroleira britânica BP. A empresa operava a plataforma Deepwater Horizon, que no dia 20 de abril explodiu e afundou, matando 11 funcionários e dando início ao vazamento de petróleo no Golfo. A BP diz que já pagou mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 176 milhões) em indenizações e que o custo dos esforços de contenção do vazamento chega a US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,5 bilhões).

Desde o desastre, as ações da BP já perderam metade no valor e, nesta segunda-feira, fecharam em queda de 2,2% na Bolsa de Londres. Críticas A empresa vem sofrendo crescentes críticas nos Estados Unidos. Na semana passada, o presidente-executivo da empresa, Tony Hayward, participou de audiência no Congresso em que parlamentares acusaram a empresa de ter ignorado os riscos da exploração de petróleo no Golfo do México.

O funcionário da plataforma que explodiu Tyrone Benton disse à BBC ter avisado a empresa sobre um vazamento no equipamento de segurança da Deepwater Horizon semanas antes da explosão. As declarações de Benton foram feitas ao programa Panorama, que vai ao ar na Grã-Bretanha nesta segunda-feira.

Segundo o funcionário, apesar do aviso, os responsáveis pela plataforma decidiram apenas desligar o equipamento, em vez de consertá-lo. A BP diz que a manutenção do equipamento era responsabilidade da Transocean, que era proprietária da plataforma. As estimativas mais recentes são de que até 60 mil barris de petróleo estejam vazando por dia do poço danificado, localizado a cerca de 1,5 mil metros de profundidade. Um dispositivo colocado pela BP para tentar conter o vazamenteo conseque, até agora, coletar menos da metade desse volume.

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