Gases-estufa estão ligados a consumo de carne e leite

Estudo alemão mostra que diminuição no consumo reduziria até 80% das emissões de metano e óxido de nitrogênio

Agência Estado |

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Cortes de carne em supermercado: pecuária é uma grande emissora de gases estufa
A diminuição do consumo de carne e leite em todo o mundo levaria, até 2055, a uma redução de 80% das emissões de gases que agravam o efeito estufa no setor agropecuário. A conclusão é de um estudo divulgado ontem pelo Instituto de Estudos das Mudanças Climáticas de Potsdam, na Alemanha.

O coordenador do estudo, Alexander Popp, afirma que "a carne e o leite podem realmente fazer a diferença". A explicação, segundo ele, é que uma redução no consumo desses itens levaria a uma queda nas emissões de dois dos gases que mais agravam o aquecimento: o metano e o óxido de nitrogênio. Esses gases são lançados na atmosfera durante a fertilização dos campos agrícolas e na produção de ração para alimentar vacas, ovelhas e cabras, entre outros animais.

A emissão na atmosfera de gases poluentes por parte da agropecuária representou, em 2005, 14% das emissões globais. Ao mesmo tempo, a produção de carne e leite aumentou de modo constante nos últimos anos, apontou o estudo.

Segundo especialistas, a melhoria na produtividade da agricultura e pecuária pode ajudar a reduzir as emissões de gases-estufa. O estudo levou em conta dados sobre consumo de carne e leite das famílias e impactos sobre o ambiente da produção.

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