Fluxo de petróleo é interrompido no Golfo do México

Guarda costeira dos EUA diz que a operação de selamento foi bem sucedida, mas ainda está cautelosa

iG São Paulo |

AP
Imagem divulgada pela BP mostra o novo equipamento sendo usado
A operação da companhia BP para acabar com a maré negra provocada por uma de suas plataformas no Golfo do México conseguiu deter o vazamento de petróleo e gás no mar, pelo menos por enquanto, afirmou nesta quinta-feira Thad Allen, comandante da Guarda Costeira americana.

O vazamento em um poço a 1.600 metros de profundidade começou em 20 de abril, quando uma plataforma de perfuração que estava no local explodiu e afundou, deixando 11 mortos. Prestes a se tornar o maior vazamento de petróleo na história dos EUA, o acidente ameaça provocar graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul do país.

"Com o aumento de riscos e aumentos e custos, dá para sentir aonde estamos indo", disse o presidente Barack Obama na quarta-feira na Califórnia. "Não seremos capazes de sustentar esse tipo de uso do combustível fóssil."

Obama deve apresentar às 12h45 (13h45 em Brasília) novas medidas do governo contra perfurações de petróleo em alto mar.

O senador Mark Begich disse ter ouvido do Departamento de Interior que a Casa Branca pretende impor novos limites à atividade petrolífera, inclusive suspendendo até 2011 novas concessões de prospecção de petróleo no Ártico, até que técnicos avaliem as razões do acidente no golfo do México.

O vazamento ameaça um ecossistema rico, com muitos manguezais e estuários, que já havia sido afetado pelo furacão Katrina (2005). O acidente também causa graves prejuízos ao setor da pesca e do turismo, e põe em xeque a capacidade de gestão de crises do governo Obama.

Piorando ainda mais a imagem da BP, o jornal The New York Times disse que a companhia tentou economizar dinheiro na construção do poço, ao usar uma armação simples de cimento para revestir o poço.

Citando um documento da BP obtido junto a um investigador parlamentar, o jornal disse que havia vazamento de gases na estrutura horas antes da explosão.

*Com informações da AFP e Reuters

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