Flórida cria conselho de assessoria legal para tratar vazamento de petróleo

Apesar de ainda não ter sido atingido pela mancha de óleo, estado americano já se prepara para suas consequências

EFE |

As autoridades do estado da Flórida criaram hoje um conselho de assessoria legal para analisar o impacto que o vazamento de petróleo no Golfo do México e as futuras ações judiciais que podem ser empreendidas.

"Muitas das comunidades da Flórida, negócios e todo o setor industrial poderia ser afetado por este desastre. Somos prudentes em reunir as melhores mentes legais de nosso estado para começar a nos preparar para futuras ações legais que poderíamos necessitar", explicou hoje o governador da Flórida, Charlie Crist, em comunicado.

A equipe legal, integrada pelos dois ex-promotores gerais do estado Bob Butterworth e Jim Smith, avaliará os impactos no estado de um "potencial desastre" pela explosão da plataforma "Deepwater Horizon" no dia 20 de abril.

O conselho trabalhará com outras agências estaduais para preparar qualquer futura ação legal, regulação ou fazer cumprir uma lei no momento que seja necessário. Além disso, se concentrará em reunir informação e desenhar estratégias relacionadas à proteção dos direitos dos empresários e consumidores; ações que o estado pode iniciar neste momento; coleta de dados e preservação e em breve cumprimento da solicitação de informação a British Petroleum (BP), Transocean, Halliburton e outras empresas.

"Os floridanos precisam de nossa ajuda agora e nunca é demais aproveitar as melhores fontes legais disponíveis. Ao dar este passo, estaremos na melhor posição quando for preciso empreender alguma ação legal ou qualquer outra resolução em nome da Flórida e de seus cidadãos", disse o procurador-geral da Flórida, Bill McCollum.

Até o momento, a Flórida não sofreu consequências diretas do vazamento de petróleo, mas Crist declarou estado de emergência em 19 condados do estado no litoral do Golfo do México. A BP retomou hoje a injeção de químicos para dissolver o óleo à medida que ele flui nas águas do Golfo do México, a 1,6 mil metros de profundidade, em uma nova tentativa para conter o dano do derrame. O petróleo cobre parte do litoral da Louisiana e a Guarda Litorânea dos Estados Unidos confirmou que foram encontradas bolas de alcatrão no Alabama.

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