Florestas europeias e norte-americanas evoluem favoravelmente, diz ONU

Zona protegida na região cresceu em 25 milhões de hectares nos últimos 20 anos,área do tamanho da Grã-Bretanha

EFE |

As florestas europeias e norte-americanas estão em bom estado e evoluem favoravelmente, segundo anunciou nesta segunda-feira a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE).

Em seu relatório sobre o estado das florestas em 2011, a UNECE - cuja área de competência compreende Europa, América do Norte, Cáucaso e Ásia Central - especifica que a superfície total das zonas florestais aumentou em 25 milhões de hectares nos últimos 20 anos, o que significa uma área do tamanho da Grã-Bretanha.

Em média, o crescimento foi de 1,25 milhões de hectares por ano, um pouco menor que o tamanho de Montenegro.

No total, a região UNECE conta com 1,6 bilhões de hectares de zonas florestais, 40% do total do mundo.

Delas, a metade se encontra em território russo, e outras 37% nos Estados Unidos e Canadá.

"O estado das florestas da região é bom. Nenhum dano devido à poluição foi descoberto e só algumas zonas em nível local ficaram afetadas pelo efeito de ácido", assinalou em entrevista coletiva Roman Michalak, especialista da UNECE.

Cerca de 1% da superfície total da área florestal da região UNECE sofre danos devido aos insetos, e 0,1% foi atingida por incêndios.

Do total, 1,3 % das florestas da região foram danificadas por grandes tempestades, e se registraram cinco eventos maiores que afetaram áreas florestais.

O relatório assinala que a gestão das florestas melhorou nos últimos anos e que a superfície protegida para preservar a diversidade biológica aumentou.

A zona protegida na região cresceu em 25 milhões de hectares nos últimos 20 anos, e atualmente representa 8% da área total.

Cerca de 13 milhões de hectares de florestas por ano foram transformados a outros usos no período 2000-2010, uma melhora em relação aos 16 milhões da década 1990-2000.

China, Índia e Estados Unidos foram os países que mais ganharam áreas florestais, enquanto que a Austrália e Brasil, os que mais perderam. O Brasil já era o campeão em desmatamento na década de 1990 e se manteve na mesma posição no período de 200 a 2010.

O estudo mostrou que houve diminuição das perdas de florestas (entres os 10 maiores países desmatadores) em comparação com a década de 1990.

No período de 1990 a 2000, os dez países que mais perderam florestas somavam perdas de 7,9 milhões de hectares por ano. No período de 2000-2010, este índice reduziu para 6,0 milhões de hectares por ano, como resultado das reduções na Indonésia, Sudão e Brasil, e apesar do aumento de perdas líquidas na Austrália - causado, principalmente, por seca severa e incêndios florestais.

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