Fenômeno La Niña deve desaparecer até junho

Considerado o pior da década, resfriamento das águas do oceano Pacífico está perdendo a força

Reuters |

O fenômeno climático La Niña, que foi o pior em uma década e visto como responsável pelas enchentes devastadoras na Austrália, deve desaparecer completamente até junho, informou nesta quinta-feira (10) o Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos.

"A maioria dos modelos (climáticos computadorizados) preveem o retorno às.. (condições) neutras" até o verão do hemisfério norte, disse o CPC, divisão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, em seu comunicado mensal.

O La Niña, irmã menor do fenômeno El Niño, é o resfriamento anômalo das águas do oceano Pacífico Equatorial e é responsável por grandes mudanças climáticas na região da Ásia-Pacífico.

O El Niño produz o efeito oposto, mas pode ser igualmente devastador. O La Niña de 2010/11 foi um dos mais fortes da última década.

Este La Niña foi culpado pelas secas no sul e sudoeste dos Estados Unidos, que afetou as safras de produtos agrícolas como trigo e outros grãos.

A agência climática da Austrália disse na semana passada que o La Niña estava perdendo força, e "o risco de que o fenômeno possa se retomar" foi reduzido.

Caso o La Niña continuasse no verão do hemisfério norte, provocaria mais tempestades na bacia do Atlântico e do Caribe, ameaçando plataformas de petróleo no Golfo do México.

(Reportagem de Rene Pastor)

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