Exposição no Museu de História Natural de NY traz 200 rãs vivas

Exibição mostrará novas espécies, hábitos e curiosidades sobre os anfíbios entre maio e janeiro de 2012

EFE |

George Grall / National Geographic Image Sales
O sapo untanha é um dos animais que estarão na nova exposição do museu
Cerca de 200 rãs de diversas partes do mundo, incluindo vários países da América Latina, protagonizarão a partir de sábado uma exposição no Museu de História Natural de Nova York que estuda a vida desses animais e explora seu importante papel nos ecossistemas.

"Graças às pesquisas mais recentes estamos começando a entender o papel das rãs na natureza ", disse nesta sexta-feira em comunicado o responsável da mostra, Christopher Raxworthy, enquanto explicou que a exposição busca "oferecer um olhar ao mundo destes animais e às últimas descobertas sobre eles ". 

Assim, até 8 de janeiro de 2012, os visitantes poderão descobrir 25 espécies de rãs provenientes da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, México, Nicarágua, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela, em reconstruções muito fiéis de seus habitats.

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A mostra, sob o título "Frogs: A Chorus of Colors" (Rãs, Um Coro de Cores, da tradução livre), já fez parte da programação do museu nova-iorquino em 2004, mas voltou "pela grande procura do público", assinalou a instituição.

Para mostrar "a diversidade e o colorido" do mundo das rãs, as espécies escolhidas vão desde a pequena rã dourada de Madagascar , que mede três centímetros, até o gigantesco sapo untanha (mesmo com este nome, é uma rã) que pode chegar a medir 20 centímetros de diâmetro.

No entanto, a parte principal da exposição é formada por um espaço com até 80 espécies de rãs conhecidos como "rãs veneno de dardo", que recebem este nome pelo grupo indígena colombiano emberá do Chocó, que emprega o veneno destes animais nas pontas de suas lanças, indicou o museu.

A instituição especificou que estas rãs foram criadas em cativeiro, com uma dieta que não lhes permite desenvolver estes componentes venenosos. Na exposição, que também inclui exemplares da China, Quênia, Madagascar, Mianmar, Rússia, Estados Unidos e Vietnã, se explora de forma didática a evolução e a biologia dos anfíbios e as ameaças que sofrem "em um mundo no qual os ecossistemas não param de mudar".

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