EUA tentarão nova moratória a perfurações em águas profundas

A previsão é que o secretário do Interior, Ken Salazar, divulgue os detalhes da nova moratória ainda nesta segunda-feira (12/07)

EFE |

Os Estados Unidos apresentarão hoje uma versão revisada da proibição às explorações petrolíferas e de gás no Golfo do México, anunciou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em sua entrevista coletiva diária.

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"O presidente continua achando que temos de ter cuidado com o que fazemos, dada a incerteza sobre o que ocorreu há 84 dias", afirmou o porta-voz em referência ao vazamento no Golfo do México causado pela explosão de uma plataforma petrolífera operada pela BP no dia 20 de abril, que afundou dois dias depois.

Está previsto que o secretário do Interior, Ken Salazar, divulgue os detalhes da nova moratória nesta tarde.

O Governo dos EUA mantém uma batalha judicial com a indústria petrolífera há semanas sobre a legalidade de paralisar as explorações petrolíferas e de gás em águas profundas por causa do acidente da BP.

A Casa Branca anunciou a proibição no dia 27 de maio, o que paralisou novas explorações em profundidades superiores aos 150 metros.

Um juiz federal bloqueou a moratória no mês passado ao qualificá-la de arbitrária e caprichosa.

O Tribunal de Apelações de Nova Orleans manteve na semana passada a decisão do citado tribunal. Espera-se que a corte emita no final de agosto um veredicto diante da apelação apresentada pelo Governo.

A proibição governamental paralisou as atividades em 33 plataformas, inclusive oito que já haviam recebido permissões para começar a explorar, mas que ainda não tinham começado a fazê-lo, segundo a Associação Internacional das Empresas de Perfuração.

A moratória congelou também a emissão de novas concessões.

Gibbs, que recusou dar detalhes específicos da versão revisada da moratória, disse que esta só afetará as operações mais especializadas e arriscadas das explorações em águas profundas.

O porta-voz indicou que a Casa Branca está ciente do impacto econômico da moratória, mas enfatizou que a principal preocupação do Governo são os riscos das explorações em águas profundas até que se esclareça o ocorrido com a plataforma operada pela BP. EFE tb/sa

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