EUA repudiam reclamações de executivo-chefe da BP

Hayward, que deixará o cargo em outubro, teria reclamado de ter sido "demonizado" por causa do vazamento de petróleo no Golfo

EFE |

A Casa Branca refutou hoje a afirmação do executivo-chefe da BP, Tony Hayward, de que vai deixar o cargo em outubro depois de ter sido "vilipendiado" e "demonizado" por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México.

"A vida não é justa", disse Hayward hoje, quando a BP confirmou que ele será substituído por Bob Dudley, atualmente o responsável por supervisionar a atuação da empresa contra o vazamento, a partir do dia 1º de outubro.

Acompanhe a evolução do vazamento de petróleo no Golfo do México no infográfico do iG

Para o Governo dos EUA, entretanto, "o que não é justo é o que aconteceu no Golfo" do México, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em sua entrevista coletiva diária. Gibbs disse que o presidente americano, Barack Obama, conversou ontem com diretores da BP sobre a mudança de comando na empresa, mas não deu detalhes sobre a conversa.

Segundo o porta-voz, "a preocupação (da Casa Branca) não é quem comanda a BP". "O importante é que a BP não pode e não deve abandonar o Golfo", afirmou Gibbs.

Para o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que dirige a resposta do Governo americano ao vazamento, as mudanças não diminuirão a resposta da BP no Golfo. Allen acrescentou que a BP prevê realizar na próxima segunda-feira a operação conhecida como 'static kill', um dos procedimentos com os quais espera vedar de forma definitiva o poço de onde vaza petróleo desde abril e atualmente fechado de forma temporária.

A operação envolve a injeção de lodo pesado na boca do poço desde a superfície marinha, um procedimento que será seguido pela vedação na parte mais profunda do poço, sob o solo marinho, por meio a construção de um poço auxiliar.

Allen afirmou que a pressão no poço desde 15 de julho, quando foi vedado de forma temporária, indica que está em bom estado apesar da explosão que deu origem ao vazamento na plataforma, em 20 de abril.

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