EUA negam que BP tenha autorização para operar no Golfo do México

Secretário americano de Interior afirmou que empresa terá de cumprir mesmos padrões de segurança que outra petroleira

AFP |

Os Estados Unidos não autorizaram à empresa BP reiniciar suas perfurações em águas profundas no Golfo do México, afirmou nesta segunda-feira (4) o secretário americano do Interior, Ken Salazar.

"Esses rumores de que há algum acordo com a BP não é certo em absoluto", enfatizou Salazar à imprensa na capital mexicana, onde nesta segunda inicia uma visita de trabalho na qual abordará com as autoridades mexicanas o tema da exploração responsável de petróleo e gás no Golfo do México.

Salazar explicou que, para que esta autorização seja dada, a BP terá de cumprir com os mesmos padrões de segurança que qualquer outra firma petroleira que esteja interessada em explorar petróleo no Golfo de México.

"O que está acontecendo com a BP não se diferencia em nada do tratamento dado a outras companhias que operam no Golfo do México", afirmou ainda.

Segundo o jornal Sunday Times de domingo, a BP teria recebido autorização para reiniciar as perfurações no mês de julho no Golfo do México, depois da maré negra provocada pela explosão de sua plataforma de petróleo.

Segundo a publicação, a BP recebeu das autoridades americanas um acesso permanente às perfurações e se comprometeu a respeitar as regras de segurança, que são mais rígidas que as impostas depois da tragédia.

De acordo com uma fonte ligada a BP, citada pela agência britânica Press Association, o grupo petroleiro "espera reiniciar as perfurações durante o verão (hemisfério norte, inverno no Brasil), quando for possível cumprir os critérios de regulamentação americanos".

Procurada pela AFP, a BP se recusou a fazer comentários.

Ainda segundo o Sunday Times, o grupo será autorizado em um primeiro momento a manter ou aumentar a produção nos poços existentes, mas não poderá fazer a exploração.

Em março, o presidente da BP, o sueco Carl-Henric Svanberg, afirmou que o gigantesco vazamento no Golfo do México não era motivo para interromper as perfurações em águas profundas.

A catástrofe provocou a morte de 11 pessoas e jogou em três meses o equivalente a mais de quatro milhões de barris de petróleo no Golfo do México, antes do fechamento do poço Macondo, que ficava a 1.500 metros de profundidade.

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