EUA e BP buscam mais formas de conter vazamento de óleo no Golfo

Governo americano está preocupado com o início da temporada de furacões no Atlântico

Reuters |

© AP
Praia infestada de petróleo do vazamento no Golfo, em Port Fourchon, Louisiana
O governo dos Estados Unidos e a British Petroleum estão avaliando novas formas de recolher o óleo que jorra de um poço no fundo do Golfo do México, caso um furacão impeça a coleta desse material na superfície, disse a principal autoridade encarregada do assunto nesta terça-feira.

Veja a evolução do vazamento do Golfo do México no infográfico do iG

Uma possibilidade seria direcionar o petróleo para um duto submarino, que o entregaria em uma ou mais plataformas marítimas ociosas na região, disse o almirante Thad Allen a jornalistas em Washington. Outra possibilidade seria levar o petróleo para um reservatório natural submarino.

As ideias, segundo Allen, surgiram na semana passada numa reunião de Allen com os secretários de Energia, Steven Chu, e Interior, Ken Salazar, e com representantes da BP e de outras empresas.

"Pedimos ao setor que basicamente não restrinja seu pensamento e (veja) o que eles podem fazer por nós", disse ele.

A temporada de furacões no Atlântico vai de 1o de junho a 30 de novembro, e meteorologistas preveem que este ano será bastante ativo, o que complica os esforços para conter o pior vazamento de petróleo na história do país.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos disse na segunda-feira que uma onda tropical que está causando tempestades no leste do Mar do Caribe tem 30 por cento de chance de se transformar em ciclone tropical até a metade da semana.

Allen revelou o encontro e as ideias discutidas quando pressionado sobre o que a BP e a Guarda Costeira farão se os poços auxiliares que estão sendo escavados no local afinal não servirem, como se espera, para controlar o vazamento. A expectativa é que os novos poços sejam concluídos em agosto.

A BP atualmente recolhe parte do petróleo que jorra no mar e o armazena em um navio de perfuração e uma plataforma flutuante que, em caso de tempestade, levariam três a sete dias para deixar a região com segurança.

A empresa deve acionar na semana que vem uma terceira operação, com uma embarcação mais apta a enfrentar furacões. Isso elevaria a capacidade de coleta do óleo de 28 mil para 53 mil barris diários.

Até meados de julho, o sistema deve ser ainda mais ampliado, chegando a 80 mil barris por dia.

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