Bactérias submarinas que degradaram o petróleo derramado no Golfo do México serviram de alimento para outros animais

Os mais de 4,9 milhões de barris de petróleo que vazaram no Golfo do México em um acidente com a BP entraram rapidamente na cadeia alimentar graças à ação das bactérias submarinas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.

Os pesquisadores do Dauphin Island Sea Lab (DISL) em Alabama, nos Estados Unidos, propuseram-se a pesquisar uma das principais dúvidas que surgiram depois que o acidente na plataforma da BP provocou o vazamento no Golfo do México em 20 de abril: "Onde havia ido parar o petróleo derramado?".

As conclusões foram publicadas nesta segunda-feira na revista científica "Environmental Research Letters" e revelam que o petróleo entrou na cadeia alimentar.

"Uma proporção muito grande do petróleo certamente foi consumida por micróbios, que por sua vez são comida para outros organismos maiores", disse o pesquisador William Monty Graham.

Graham e sua equipe comprovaram que os animais que se alimentam de plâncton apresentavam uma quantidade maior de um isótopo de carbono leve que de outros mais pesados, o que os levou a crer que o carbono do qual se alimentavam procedia do petróleo.

Segundo o cientista, o petróleo contém uma porcentagem maior de isótopos de carbono 12 que de carbono 13, que são mais pesados.

Para analisar a dieta dos habitantes do Golfo do México, os cientistas usaram redes especiais para pegar amostras do plâncton em quatro localizações situadas entre as águas mais superficiais do litoral de Alabama e outras mais profundas, entre o início de junho e meados de agosto.

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