Estudo do Ipea faz críticas ao novo Código Florestal

De acordo com relatório, mais de três milhões de megatoneladas de carbono deixarão de ser retidas na floresta caso ocorra anistia

AE |

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Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) aponta que o Brasil terá dificuldades de cumprir os compromissos ambientais assumidos internacionalmente, caso o novo Código Florestal seja sancionado nos termos aprovados pela Câmara. Segundo o estudo, mais de três milhões de megatoneladas (ou três mil gigatoneladas) de carbono deixarão de ser retidas, caso ocorra a anistia prevista no Código. "Seria um retrocesso", resumiu Ana Paula Moreira, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea.

No Acordo de Copenhague, firmado no final de 2009, o Brasil se comprometeu a diminuir 668 gigatoneladas anuais de emissões de carbono decorrentes do desmatamento. No estudo, o Ipea aponta ainda que mais de 29 milhões de hectares deixarão de ser recompostos, se o Código for sancionado nos termos aprovados até agora pelos parlamentares.

O Código está no Senado e só deverá ser votado no segundo semestre. O estudo do Ipea será entregue aos senadores para subsidiar as discussões. Técnicos do Ipea afirmaram que a legislação em vigor é melhor do que a proposta e aprovada até agora pelo Congresso. "Com certeza é melhor o atual Código, disse Fábio Alves, um dos responsáveis pelo estudo.

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