Especialista nega relação entre tornados e mudança climática

De acordo com pesquisador do NOAA, maior número de mortes está ligado ao aumento de casas móveis

AFP |

AP
Equipes de emergência caminham em bairro severamente danificado por tornado perto do Centro Médio de Joplin, cidade do Missouri (22/05)
A onda de tornados mortíferos que os Estados Unidos está experimentando este ano - com o maior número de mortes em quase seis décadas - não tem relação com os violentos furacões e as mudanças climáticas que assolam o país e o mundo recentemente, disse nesta segunda-feira (24) um especialistas em meteorologia.

Segundo ele, o crescimento do número de mortes está provavelmente mais ligado ao aumento de casas móveis e aos caminhos tomados por uma série de tornados que têm acontecido em zonas povoadas.

"Este ano tem sido extremamente atípico", disse Harold Books, meteorolgista e pesquisador do Laboratório Nacional de Tormentas , da Agência Atmosférica e Oceanográfica americana (NOAA, na sigla em inglês), em Norman, Oklahoma.

"Este é o ano com maior causa de mortes por tornados nos Estados Unidos desde 1953", destacou.

Em junho passado, um tornado matou 90 pessoas em Worcester, Massachusetts, e neste final de semana outro tornado arrasou a cidade de Joplin, Missouri, deixando ao menos 116 mortos. Há um mês, uma série de furacões em sete estados provocou 354 óbitos.

Brooks disse que quando os cientistas analisaram os registros mais completos disponíveis e modificaram a forma como os tornados foram reportados ao longo do tempo, "não foi vista nenhuma correlação entre a temperatura global ou nacional dos Estados Unidos e a ocorrência de um tornado".

Segundo o cientista, as tormentas também não são maiores do que costumavam ser. "A única grande mudança demográfica aparente é que a quantidade de casas móveis nos Estados Unidos tem aumentado ao longo dos anos".

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