Cúpula de preservação do tigre termina em tom otimista na Rússia

Deverão ser destinados cerca de 650 milhões de reais, ao longo de cinco anos, para salvar os felinos

AFP |

Dirigentes de 13 países onde o tigre tem seu hábitat demonstraram vontade política inédita durante a cúpula dedicada a discutir meios de garantir a sobrevivência desta espécie, que terminou em tom de otimismo nesta quarta-feira (24).

"É um acontecimento histórico. É como um sonho que se tornou realidade", declarou entusiasmado o chefe da delegação indiana, Satya Prakash Yadav, ministro do Meio Ambiente da Índia, que falou na sessão de encerramento.

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin e quatro outros primeiros-ministros da Ásia (China, Laos, Nepal e Bangladesh), além de Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial que supervisiona o financiamento dos programas de proteção ao tigre, participaram desta cúpula de quatro dias em São Petersburgo.

O ator americano Leonardo DiCaprio, que participou da cúpula, doou R$ 1,7 milhões (US$ 1 milhão) para o programa de proteção ao felino, que corre risco de extinção.

Notório defensor da natureza, Putin fez um apelo à comunidade internacional para que salve a espécie da "catástrofe".

O coração do problema está na Índia e na China.

O subcontinente indiano abriga metade dos tigres existentes, e representa 54% dos casos documentados de caça ilegal. Os chineses, por sua vez, são os principais consumidores de produtos derivados do animal, muito utilizados pela medicina tradicional.

Os participantes da cúpula aprovaram na terça-feira uma declaração, cujo objetivo é "dobrar o número (de tigres) até 2022", próximo ano do tigre no calendário chinês.

Em um século, o número de indivíduos passou de 100.000 a 3.200. Três subespécies desapareceram completamente, e várias outras, como o tigre de Bengala e o siberiano, estão gravemente ameaçadas.

A cúpula de São Petersburgo, primeira reunião de chefes de Estado e governo - com a participação de organizações internacionais - deve ser concluída com o desbloqueio de R$ 646 milhões (US$ 380 milhões) ao longo de cinco anos, para pôr em marcha um plano de ação mundial, segundo estimativas apresentadas nesta quarta-feira no encerramento da cúpula.

Mais de R$ 340 milhões (US$ 200 milhões) devem vir de países e fundos ambientais. A Alemanha comprometeu-se com R$ 49,3 milhões (US$ 29 milhões), os Estados Unidos, com R$18,7 (US$ 11 milhões), e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), com R$ 90,1 milhões (US$ 53 milhões). Outros R$ 306 milhões (US$180 milhões) devem vir em forma de créditos, em particular do Banco Mundial.

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