Corrente secundária deixa petróleo longe da Flórida

Mas não há previsão de quanto tempo esse cenário favorável vai se manter

EFE |

© AP
Imagem de satélite da Nasa, do dia 24, mostra o sol brilhando na mancha de petróleo do vazamento no Golfo do México
A corrente marinha circular, vizinha à corrente principal do Golfo do México, mantém afastada a mancha de petróleo criada pelo vazamento no Golfo do México longe do litoral da Flórida.

O Departamento de Proteção ao Meio Ambiente da Flórida (DEP) informou hoje que as "correntes no Golfo formaram uma corrente circular", em forma de redemoinho, que apanhou parte do vazamento de petróleo e "pode deslocá-lo para o oeste".

Neste momento, prossegue o DEP, "não se confirmou nenhum impacto do petróleo nos mais de dois mil quilômetros de costa e 1,3 mil quilômetros de praias com que o estado da Flórida conta".

No dia 20 de maio a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) ressaltou que "pequenas porções" da mancha de petróleo que avança pelo Golfo tinham penetrado na corrente principal marinha, que é a que chega até a região de Florida Keys, no extremo sul do estado.

"As correntes do Golfo são muito dinâmicas e criaram um vórtice que está mantendo o petróleo visível, o da superfície, fora da corrente principal", disse à Agência Efe Diego Lirman, professor de Biologia Marinha da Universidad de Miami (UM).

O que não se pode prever, acrescentou, é se esse redemoinho vai experimentar uma mudança de direção ou se, simplesmente, se desintegrará.

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