Comissária europeia para clima pede acordos firmes no Rio+20

Em visita ao Brasil, Connie Hedegaard disse que é "impossível" pensar em desenvolvimento sem levar em conta as mudanças climáticas

EFE |

Agência Brasil
Comissária europeia para clima afirma que agendas econômica e ambiental devem ser tratadas em conjunto
A comissária de Ação pelo Clima europeia, Connie Hedegaard, afirmou nesta terça-feira em Brasília que a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 , que será realizada em junho no Rio de Janeiro, "pode e deve" alcançar resultados concretos, embora matizou que tudo dependerá da vontade política.

"É absolutamente imperativo que todos (os líderes mundiais) compreendam que o Rio+20 pode e deve alcançar resultados e adotar posições concretas" em torno da relação entre meio ambiente e desenvolvimento, defendeu Hedegaard em entrevista coletiva.

A funcionária europeia esclareceu que a conferência no Rio de Janeiro não será centrada exclusivamente em questões ambientais, mas apontou que é "impossível" pensar em desenvolvimento sem levar em conta as medidas necessárias para cortar o processo de mudança climática.

Explicou que tratou sobre esses assuntos com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, em reunião na segunda-feira à noite, ocasião em que comprovou a perfeita sintonia nesse sentido com os organizadores do Rio+20.

Hedegaard ressaltou que no século 20 as agendas econômica e ambiental eram tratadas separadamente, mas que "com as ameaças existentes no século 21" deve-se compreender que é preciso "acabar com essa divisão artificial".

A comissária europeia considerou que o Rio+20 colocará uma discussão "para o futuro", mas que mesmo assim deve servir para impulsionar diversas iniciativas, como as dirigidas à adoção da chamada economia verde, que propõe modelos de desenvolvimento menos agressivos ao meio ambiente.

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Nesse sentido, garantiu que existe no mundo um "grande apetite por chegar à economia verde" e que modelos inspirados nessa ideia já foram adotados inclusive por "muitas grandes empresas", que assumiram o compromisso para a proteção de ecossistemas ameaçados e o emprego de métodos de produção sustentável.

Hedegaard chegou ao Brasil na segunda-feira, dia em que conheceu uma reserva ecológica nos arredores de Brasília e visitou laboratórios de pesquisas que estudam mudança climática.

Durante sua estadia na capital federal se reunirá com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e depois segue para São Paulo, onde nesta quarta-feira terá encontro com autoridades regionais da mesma área

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