Cientistas ainda estudam impacto do petróleo no mar

Dano provocado no solo do oceano, assim como o efeito de petróleo e solventes sobre espécies da região ainda é desconhecido

Agência Estado |

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O impacto total do maior acidente ambiental da história dos Estados Unidos ainda é uma incógnita. Até meados de agosto, cerca de 5 mil animais mortos foram coletados e registrados pelas autoridades americanas.

Mas essa é apenas uma parcela da vida marinha atingida pelo derrame de petróleo durante 86 dias no Golfo do México. O dano provocado no chão do oceano ainda é desconhecido, assim como os efeitos do petróleo e dos solventes usados para dispersá-lo sobre as 16 mil espécies da região e os seres humanos.

Pelo menos seis universidades americanas atuaram na avaliação dos efeitos da contaminação sobre espécies marinhas. No final de setembro, pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon encontraram um volume 40 vezes maior de substâncias químicas que provocam câncer nas águas da costa do Estado de Louisiana, mesmo depois de bloqueado o vazamento de petróleo. Essas substâncias, alertaram os cientistas, podem entrar na cadeia alimentar humana por meio de plânctons e de peixes.

Cientistas também afirmam, contradizendo o governo americano, que a maioria do óleo que vazou não foi recolhida. Uma das evidências é uma "nuvem" invisível de óleo de cerca de 34 quilômetros, que estaria no local. Outro grupo de cientistas relatou a descoberta de gotículas de óleo no fundo do mar, perto da região da Flórida.

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