Brasil vai cooperar com Nicarágua em bioenergia e tecnologias sustentáveis

Convênio vai fornecer tecnologia brasileira em bionergia e práticas de exploração de carvão vegetal à Nicarágua

EFE |

Os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, do Brasil, e Samuel Santos, da Nicarágua, vão assinar nesta quinta-feira três convênios de cooperação que preveem a transferência de tecnologia brasileira em bioenergia e em práticas sustentáveis de exploração de carvão vegetal e de madeira.

Nesta quinta-feira (14), os convênios, complementares do Acordo Básico de Cooperação Técnica que ambos os países assinaram em Manágua em 2006, foram assinados pelos ministros na sede da Chancelaria brasileira.

O primeiro acordo vai permitir o assessoramento do Brasil à Nicarágua no desenvolvimento de projetos que permitam ao país aproveitar sua biomassa para produzir energia e combustíveis vegetais. Segundo a Chancelaria, a tecnologia brasileira permitirá à Nicarágua diversificar sua matriz energética e impulsionar um desenvolvimento sustentável.

O convênio prevê o envio à Nicarágua de técnicos da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, e da Rede Nacional de Biomassa para Energia (Renabio). Já o segundo acordo prevê suporte técnico brasileiro para tornar mais sustentáveis os projetos de carvão vegetal na Nicarágua. Seu objetivo é "melhorar os processos da produção de carvão vegetal na Nicarágua" por meio da introdução de novas metodologias e técnicas de produção e da capacitação de profissionais no país.

A cooperação vai permitir que a Nicarágua produza carvão vegetal e que utilize este combustível com maior eficiência energética e menor emissão de poluentes. Sua execução também será responsabilidade de técnicos da Universidade Federal de Viçosa.

O último convênio vai permitir que o Brasil ofereça suporte técnico à Nicarágua na melhoria dos processos de reposição florestal mediante a adoção de técnicas sustentáveis de uso menos contaminante e mais eficiente de combustíveis como o carvão vegetal e a madeira. Seu objetivo é "modernizar este setor na Nicarágua para garantir a sustentabilidade ecológica e eficiência energética". Nenhum dos convênios prevê a transferência de recursos financeiros, mas a busca de financiamento em organismos públicos e privados, em ONGs e em organizações internacionais.

O encontro dos dois chanceleres foi a principal atividade de Santos na segunda visita oficial ao Brasil, que vai até sexta-feira e prevê encontros com o assessor da Presidência brasileira para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia; o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e o presidente de Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto.

A visita vai permitir que os dois países avancem nos projetos de cooperação energética, "em particular no desenvolvimento do potencial hidrelétrico nicaraguense", conforme comunicado da Chancelaria brasileira. Brasil ofereceu financiamento para a construção da usina hidrelétrica de Tumarin, localizada no litoral sul do Caribe na Nicarágua, que terá capacidade para gerar 220 megawatts e cujas obras foram feitas por um consórcio de capital brasileiro.

O projeto tem custo previsto de US$ 806 milhões, dos quais US$ 342 milhões são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A hidrelétrica vai receber crédito do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE), enquanto que as empresas brasileiras Eletrobrás e Queiroz Galvão, responsáveis pela obra, fornecerão R$ 206 milhões.

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