Brasil impulsiona energia eólica com 1ª conferência sobre o setor

O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o setor conseguiu reduzir preços sem a necessidade de fortes subsídios

EFE |

O Brasil procura impulsionar o setor eólico com a primeira conferência sobre essa energia renovável, iniciada na terça-feira (31) no Rio de Janeiro com a presença de autoridades, empresários e especialistas.

Na abertura da Brazil Windpower 2010, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ressaltou que o setor avançou no país muito mais rápido do que se tinha previsto há poucos anos.

Já se superou a contratação de 5.300 megawatts gerados em parques eólicos, um número que há três anos se tinha marcado como "meta para 2030", segundo o ministro.

"A eólica chegou para ficar. O Governo dá contrapartidas, contratos de energia a 20 anos e financiamento. Hoje podemos dizer que a eólica vai contribuir muito ao setor energético brasileiro", afirmou Zimmermann.

Ele afirmou que os parques eólicos conseguiram um "preço competitivo" para disputar licitações em condições de igualdade com as térmicas e com outras fontes renováveis, uma situação "impensável" até pouco tempo atrás no Brasil.

O ministro também destacou que o setor conseguiu reduzir os preços sem necessidade de fortes subsídios como os que se concedem na Europa, onde a energia eólica atingiu seu maior desenvolvimento.

Na semana passada, o Governo Federal realizou um leilão para contratar eletricidade produzida a partir de fontes renováveis. A energia eólica foi o setor de maior destaque, com o maior número de projetos, maior volume energético e um preço mais acessível.

Foram contratados 50 parques eólicos, com uma potência média de 643,9 megawatts e um preço médio de R$ 134,23 por megawatt.

Esse valor duplica o preço que o Governo paga pela energia gerada nas usinas hidrelétricas, responsáveis por cerca de 80% da energia elétrica do Brasil, mas é equivalente ao custo da térmica.

A conferência, que irá até quinta-feira, analisará as tendências, o ambiente político e financeiro e as oportunidades de negócio do setor no Brasil para os próximos anos.

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