Brasil e grupo de emergentes reafirmam luta contra mudança climática

Países reiteraram posição favorável ao imposto cobrado pela União Europeia por emissão de carbono de aviões

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Os quatro representantes de Brasil, Índia, China e África do Sul durante encontro em Nova Déli
Brasil, China, Índia e África do Sul reafirmaram nesta terça-feira (14) em Nova Délhi seu compromisso de lutar contra a mudança climática e reiteraram sua "firme oposição" à taxa imposta pela União Europeia a emissões de aviões não comunitários.

Ao término da 10ª Reunião Ministerial sobre mudança climática realizada esta semana na capital indiana, os membros do denominado grupo Basic de países emergentes renovaram, além disso, seu apoio ao Protocolo de Kyoto.

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A ministra do Meio Ambiente do país anfitrião, Jayanthi Natarajan, insistiu que este acordo é "o único modo de regular" a emissão de gases estufa à atmosfera, por isso que argumentou ser importante "mantê-lo vivo".

A taxa, idealizada em 2008, supõe a inclusão da aviação no sistema comunitário de comércio de direitos de emissão (ETS, na sigla em inglês) e é aplicado desde 1º de janeiro a todos os aviões que aterrissem ou decolem na UE.

Além disso, os participantes mostraram seu pesar pela decisão de retirada do Protocolo de Kioto adotada pelo Canadá durante a última cúpula de Durban, com a justificativa de que não poderia cumprir com seus compromissos e manter, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de suas jazidas petrolíferas.

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No comparecimento conjunto dos Basic na imprensa, o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, também fez um pedido para não esquecer a necessidade de promover "a inclusão social" na luta contra a mudança climática.

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