BP tinha sido criticada meses antes de acidente nos EUA

Segundo governo britânico havia evidências de trabalhar fora dos procedimentos

iG São Paulo |

Órgãos reguladores britânicos haviam criticado os procedimentos de treinamento para segurança da BP no Mar do Norte meses antes de uma explosão num poço da empresa, no Golfo do México, causar o maior vazamento marítimo de petróleo da história.

O Departamento de Energia e Mudança Climática (DECC, órgão do governo britânico que monitora o cumprimento de regras de segurança pelas empresas) também intimou a BP por não realizar adequadamente exercícios contra vazamentos de óleo.

A Executiva de Saúde e Segurança (HSE, também do governo) informou em carta à BP que havia "evidências de uma cultura entre seus subcontratados -- a Seawell (nos principais níveis da administração) -- de trabalhar fora dos procedimentos, autorizações ou condições para as autorizações."
Essas informações foram divulgadas por jornais britânicos, que tiveram acesso aos documentos da HSE e DECC, com base numa legislação sobre direito à informação.

A divulgação das críticas dos órgãos do governo à BP foi feita somente agora, pouco antes de o presidente-executivo da empresa, Tony Hayward, comparecer nesta quarta-feira (15) a uma comissão parlamentar britânica para discutir questões de segurança no Mar do Norte.

Hayward defendeu a atuação da petrolífera no Golfo do México e voltou a dizer que a BP não é a única responsável pelo vazamento. "O acidente não se deveu a um fator único. As empresas Halliburton e Transocean têm responsabilidades", disse Tony Hayward em depoimento ao Parlamento britânico

A empresa disse ter respondido anteriormente às críticas do DECC e afirmou que agora está cumprindo totalmente os regulamentos.

Sobre a crítica da HSE à "cultura" da empresa, a BP disse: "A carta da HSE no ano passado é relativa a comentários feitos por um subcontratado. Representantes de segurança na plataforma consideram amplamente que os comentários não refletem a realidade da cultura de segurança e das práticas da plataforma."

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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