BP substitui Hayward da coordenação das ações do vazamento

O executivo-chefe da empresa será substituído pelo americano Robert Dudley, diretor do conselho de administração

EFE |

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O britânico Tony Hayward (à frente) foi substituído por Robert Dudley (atrás) no comando da catástrofe ambiental no Golfo do México
A companhia petrolífera British Petroleum anunciou hoje a substituição do executivo-chefe, Tony Hayward, como principal responsável da gestão direta dos esforços para atenuar as consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México.

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Em comunicado, a BP informou que criou um departamento especial para gerir a catástrofe ambiental, que será coordenada pelo diretor do conselho de administração da BP, o americano Robert Dudley. O novo departamento centralizará os trabalhos relacionados com o vazamento, que até o momento estavam sob a responsabilidade direta do britânico Tony Hayward.

A empresa indicou que isto não representa que Hayward deixará de ter poder executivo sobre a situação, já que Dudley terá de informar o andamento das operações a ele. O executivo-chefe se transformou desde o início da crise no alvo das críticas pela gestão do acidente por parte da companhia petrolífera.

Hayward foi criticado não só pela lentidão para deter o acidente, mas pela imagem de indiferença que demonstrou em direção ao drama que representa a contaminação de petróleo para milhares de pessoas. Este departamento será o encarregado de tramitar o fundo especial de US$ 20 bilhões criado pela BP para compensar às pessoas e negócios afetados pela contaminação.

"A resposta ao incidente no Golfo do México continua sendo a principal prioridade da BP", declarou Hayward, quem assegurou que "nosso compromisso com os Estados do Golfo é de longo prazo". Sobre a nomeação de Dudley, Hayward assinalou que "Robert tem um profundo conhecimento e uma afinidade com a Costa do Golfo" e acrescentou que "acredita a fundo no compromisso da BP para reabilitar a região".

Sobre seu futuro imediato, afirmou: "no curto prazo, me centrarei em escutar os acionistas, de modo que possamos enfrentar as suas preocupações e retirar os obstáculos existentes no caminho para que sejamos mais eficazes".

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