Acidente no Golfo do México já é o maior da história dos Estados Unidos

A British Petroleum (BP) retomou na última quinta-feira (27) as operações para tapar o vazamento no Golfo do México após parar durante algumas horas para analisar a efetividade da injeção de fluidos pesados e barro que estão realizando , informou a Guarda Litorânea.

A BP ordenou a continuidade da operação horas depois que o diretor-geral de operações da companhia, Doug Suttles, anunciou em entrevista coletiva a suspensão temporária dos trabalhos.


Petróleo na superfície do mar na região de Louisiana, no Golfo do México
Getty Images
Petróleo na superfície do mar na região de Louisiana, no Golfo do México
Suttles garantiu que a suspensão não indicava que a operação não estava indo bem, mas era uma questão de procedimento.

A empresa iniciou na quarta-feira uma operação para vedar o poço mediante a injeção de um fluido composto por uma mistura de água, argila e químicos, à qual se somarão depois camadas de cimento.

Segundo o diretor, a companhia começou a injetar lodo e fluidos pesados a 1.500 metros de profundidade na tarde da quarta-feira, depois parou a operação durante a noite para supervisionar o trabalho e injetar mais 2,4 milhões de litros de barro antes de continuar os trabalhos, que foram paralisados por mais algumas horas.

Os resultados demorarão "24 horas ou talvez um pouco mais a aparecer, mas continuaremos fazendo o trabalho", afirmou Suttles.

Caso esta opção falhe, estão sendo analisadas outras operações, como a "junk shot" que consiste em introduzir uma variedade de materiais a alta temperatura, como peças de borracha, que circulariam pelo tubo para bloquear o vazamento.

A empresa pode incluir todo tipo de elementos que sirvam para tapar o vazamento, incluindo objetos como bolas de golfe.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitará nesta sexta-feira o estado da Louisiana pela segunda vez para supervisionar de perto as tarefas de luta contra o derramamento de petróleo, que já dura cinco semanas desde que aconteceu a explosão e o posterior afundamento de uma plataforma petrolífera operada pela BP.

Este vazamento de petróleo já é o pior na história dos EUA, e muito maior que o provocado pelo acidente do petroleiro Exxon Valdez no Alasca em 1989, quando foram derramados mais de 40 milhões de litros.

A diretora do Serviço Geológico dos EUA, Marcia McNutt, disse que os cálculos preliminares realizados por um painel de cientistas indicam que o poço aberto deixou fluir entre 71 e 147 milhões de litros de petróleo no mar desde o acidente do último dia 20 de abril, quando morreram 11 pessoas. 

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