BP nega ter omitido dado sobre explosão

Segundo a Transocean, dona da plataforma de petróleo, petroleira se recusa a fornecer para descobrir o motivo da explosão

BBC Brasil |

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Plataforma começa a afundar e a mancha de óleo aparece
A petroleira BP, que operava a plataforma que explodiu no Golfo do México em abril, provocando um vazamento de óleo no mar, está sendo acusada de omitir informações importantes na investigação do incidente.

A Transocean, empresa que é dona da plataforma de petróleo, afirma que a BP está se recusando a entregar dados necessários para se descobrir o motivo da explosão. A afirmação foi feita em uma carta entregue por um dos advogados da Transocean a integrantes do governo norte-americano. Na quinta-feira, através da sua porta-voz, a BP negou as acusações, afirmando que a carta contém "afirmações mal-informadas e tendenciosas".

Troca de acusações

Mesmo assim, a acusação pode colocar ainda mais pressão sob a BP, que está sob escrutínio público desde o começo do desastre, no dia 20 de abril. A explosão matou 11 trabalhadores e provocou o maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos.

"A BP continua demonstrando sua relutância, ou até mesmo negativa, em entregar as informações mais básicas à Transocean", acusa o advogado da Transocean, Steven L. Roberts, na carta. "Isto é perturbador, diante do compromisso da BP com transparência e correção da investigação, e porque parece que a BP está segurando informações para evitar que qualquer outra entidade além da BP investigue o caso."

A porta-voz da BP afirma que a empresa se mantém "determinada" no compromisso de descobrir o motivo da explosão da plataforma. "Nós estamos decepcionados que a Transocean tenha optado por escrever uma carta com tantas afirmações mal-informadas e tendenciosas, incluindo a afirmação de que a BP está 'retendo indícios' sobre a explosão e o vazamento", afirma a porta-voz da BP, Elizabeth Ashford.

"Nós estamos na dianteira da cooperação com várias investigações exigidas pelo governo dos Estados Unidos e outros sobre as causas da tragédia do Deepwater Horizon." A Transocean é alvo de 249 processos por danos pelo desastre. A empresa pediu em um tribunal que seu prejuízo seja limitado a US$ 27 milhões, já que ela alega não ser responsável pelo vazamento.

Um estudo científico confirmou que resíduos tóxicos do óleo ainda estão presentes no mar. O levantamento do instituto Woods Hole Oceanographic Institute, feito em junho, afirma que há uma mancha de 200 metros de altura e dois quilômetros de extensão a 35 quilômetros do local onde ocorreu o vazamento.

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