BP mantém incerteza sobre o destino de seu presidente

Circulam rumores que Tony Hayward estaria negociando os termos de sua sáida e seu substituto seria o americano Bob Dudley

AFP |

O grupo petroleiro britânico British Petroleum (BP) indicou nesta segunda-feira que ainda não adotou qualquer decisão definitiva sobre uma mudança de direção, depois que a imprensa deu por certa a demissão de seu diretor executivo, Tony Hayward, por causa de sua má gestão da maré negra no Golfo do México.

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Em um breve comunicado à Bolsa de Londres na manhã desta segunda-feira, o grupo "toma nota especulações da imprensa no fim de semana sobre possíveis mudanças da direção e a carga que representam os costos da maré negra no Golfo do México".

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"A BP confirma que não foi tomada qualquer decisão definitiva sobre esses temas", mas que na noite desta segunda-feira será realizada uma reunião do conselho de administração antes da publicaçao dos resultados do grupo no segundo trimestre na terça-feira.

As decisões serão anunciadas de maneira apropriada, acrescenta a BP.

No domingo, vários jornais britânicos anunciaram que Tony Hayward se demitirá da companhia dentro de alguns dias. Segundo a BBC, o encarregado deve anunciar sua demissão nas próximas 24 horas. "Tony Hayward negocia as condições de sua saída", acrescentou, citando uma fonte da BP.

O jornal Sunday Times noticiou, por sua vez, que Hayward, duramente criticado pela gestão do vazamento de petróleo no Golfo do México, renunciará ao cargo antes que a BP anuncie, na terça-feira, seus resultados semestrais.

O Sunday Telegraph, por sua vez, destacou que o Conselho Administrativo da BP, que se reunirá na segunda-feira, estudará a possibilidade de reduzir a indenização de saída para Hayward a fim de evitar qualquer controvérsia política.

O diretor da BP, que trabalha para o grupo há 28 anos, tem direito a um ano de salário - ou seja, mais de um milhão de libras ou 1,2 milhão de euros -, ao que se soma uma bonificação anual de mais de dois milhões de libras e uma aposentadoria de 600.000 libras por ano.

Segundo a BBC, ele deverá ser substituído pelo americano Bob Dudley, que em junho já tinha assumido a direção efetiva das operações do grupo petroleiro contra a maré negra no Golfo do México, até então comandada por Hayward.

O alto funcionário, de 52 anos, foi duramente criticado pelos Estados Unidos por sua gestão da crise.

Segundo a BBC, o presidente da BP, Carl-Henric Svanberg, chegou à conclusão de que só sua saída permitiria ao grupo tentar deixar para trás a catástrofe ambiental.

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