BP inicia operação de vedação definitiva do poço no Golfo

Autoridades advertem que a única forma de deixar o petróleo em seu depósito original seja a construção de poços auxiliares

EFE |

A BP iniciou hoje (03/08) a operação de vedação definitiva de seu poço danificado no Golfo do México após concluir com sucesso os testes prévios. O objetivo da empresa é frear um vazamento que já despejou 4,9 milhões de barris de petróleo no mar. O porta-voz da BP, John Barnes, confirmou em comunicado que as equipes que trabalham na vedação começaram a operação por volta das 18h (hora de Brasília).

Acompanhe a evolução do vazamento no Golfo do México no infográfico do iG

A operação consiste em empurrar o petróleo do poço para seu local de origem por meio da injeção de cimento e lama pesada. Caso não haja contratempos, o poço pode ser vedado ainda nesta semana.

A BP iniciaria ontem os testes prévios à operação, mas adiou seus planos depois de descobrir um pequeno vazamento hidráulico em um dos sistemas de controle. O almirante da guarda costeira, Thad Allen, disse hoje em entrevista coletiva em Houston que as equipes conseguiram interromper o vazamento e começaram os testes por volta das 16h de Brasília. Depois dos testes, teve início a operação de vedação, que pode se estender por entre 33 e 61 horas.

Especial: o futuro ambiental do Golfo do México

"Ainda não sabemos quanto de lama pesada será necessário injetar", disse Allen, ao explicar que isso dependerá das "condições do poço", cuja resistência é difícil de prever.

No começo da operação, os engenheiros injetarão apenas um barril de lama pesada por minuto. Em função da resposta no poço, a quantidade aumentará até dois e três barris por minuto, explicou Allen. Segundo o almirante, somente a partir dos 300 barris injetados, será possível avaliar o desempenho da operação.

Ainda não se sabe se a injeção de lama pesada e cimento será o suficiente para vedar definitivamente o poço.

Na segunda-feira, o vice-presidente executivo da BP, Kent Wells, afirmou que os dois poços auxiliares que a companhia está construindo podem não ser necessários caso a injeção tenha êxito.

No entanto, as autoridades federais americanas advertiram que os poços auxiliares podem ser a única forma de garantir que o petróleo fique em seu depósito original, a quatro mil metros de profundidade.

"Este desastre não estará verdadeiramente terminado até que contemos com esses poços", afirmou hoje Allen.

Por enquanto, a BP se comprometeu a terminar a construção de pelo menos um dos poços auxiliares.

    Leia tudo sobre: vazamentopetróleoBPGolfo do México

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG