De acordo com a empresa, relatório não levou em conta provas materiais recuperadas do poço danificado

O responsável da petrolífera BP pela investigação das causas do vazamento iniciado em 20 de abril no Golfo do México, Mark Bly, disse neste domingo(26) que o relatório divulgado há algumas semanas tem carências e "não é determinante".

Bly, que ocupa o cargo de diretor de operações e segurança da companhia, compareceu no domingo diante de um painel de analistas da Academia Nacional de Engenharia para dar detalhes, pela primeira vez, da investigação apresentada pela empresa em 8 de setembro.

No relatório de 190 páginas, a BP explica que a catástrofe que originou o pior vazamento da história dos Estados Unidos foi provocada por uma confluência de erros, cometidos não só por ela, mas por outras empresas.

O documento assinala, desta forma, uma responsabilidade compartilhada entre a própria BP, que operava a plataforma, a proprietária da estrutura, a empresa Transocean, e a construtora do poço, a Halliburton.

Em seu discurso, Bly disse que o relatório não foi apresentado como um estudo final nem conclusivo sobre o desastre. Indicou, além disso, que neste primeiro levantamento não foram levados em conta alguns fatores, como, por exemplo, os erros de organização da empresa, nem foram estudadas algumas provas materiais recuperadas no poço Macondo.

Após meses de trabalho, foi divulgado esta semana que o poço parou de vazar, depois de verter quase cinco milhões de barris de petróleo no Golfo do México.

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