BP consegue serrar tubulação do vazamento

Técnicos prosseguem com a descida da cúpula de contenção. Obama visitará o Golfo pela terceira vez amanhã

iG São Paulo |

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Imagem da câmera submarina da BP mostra robô preparando cúpula de contenção
Após mudanças de última hora, a BP conseguiu serrar o topo da tubulação que está vazando petróleo no Golfo do México.

Primeiro a BP tentou utilizar um equipamento específico (uma serra de diamantes) para serrar de maneira mais limpa o topo do encanamento, criando uma superfície sem obstáculos sob a qual colocaria uma cúpula de contenção para coletar o petróleo. Mas o equipamento ficou emperrado no metal e a companhia voltou às gigantes tesouras que poluem mais. No final desta manhã (3), o oficial da guarda costeira Admiral Thad Allen comunicou que a operação foi bem sucedida: os técnicos conseguiram serrar o cano e agora tentam descer a cúpula de contenção. Ainda assim, a expectativa é que o vazamento não seja completamente contido até que os dois poços de alívio fiquem prontos em agosto.

Acabamos de cortar a tubulação do aparato marinho inferior," disse o almirante Thad Allen, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, em uma entrevista coletiva em Metairie, Louisiana.

"O passo seguinte será instalar uma cúpula de contenção sobre o que restou da tubulação...e começar a ver se conseguimos levar gás e petróleo pela tubulação," disse Allen. O próximo passo agora é baixar a cúpula no que restou do aparato na esperança que a tampa conterá a maior parte do vazamento de petróleo e gás, afirmou Allen. Um equipamento será colocado sobre o vazamento para levar petróleo e gás a um navio-tanque na superfície. o corte agora ficou mais irregular do que o planejado. Isso significa que a BP não será capaz de conter a quantidade de petróleo que esperava.

Dois senadores dos EUA disseram na quarta-feira que a BP poderia suspender os planos de pagar dividendos a acionistas até os custos com a operação de limpeza serem conhecidos.

Na sexta-feira, (4), o presidente dos Estados Unidos Barack Obama voltará à tegião do Golfo do México para inspecionar os trabalhos de contenção do vazamento  de petróleo ocasionado pelo incêndio da plataforma Deepwater Ocean, no dia 20 de abril. Será a terceira visita de Obama ao local do acidente.

Pelas atuais estimativas, cerca de 3 milhões de litros diários de petróleo jorram no fundo do mar, ameaçando causar enormes prejuízos ambientais e econômicos.

Até agora, o Estado mais afetado é a Louisiana. Bolas de piche e outros restos de petróleo chegaram à ilha Dauphin, no Alabama, e em partes do Mississippi. A enorme e fragmentada mancha também já se encontra a menos de 20 quilômetros da costa noroeste da Flórida, Estado que teme ver afetado o seu importante setor turístico.

Às vésperas das férias de verão, as autoridades da Flórida intensificam os trabalhos de reconhecimento, preparam a instalação de mais barreiras contra o óleo e realizam trabalhos de recuperação do litoral. A previsão é de que a mancha chegue à costa do Estado a partir de sexta-feira.

Tudo isso fez com que desde o acidente a companhia tenha perdido mais de um terço do seu valor de mercado, ou cerca de 67 bilhões de dólares.

(Com informações da AFP, Reuters e AP) 

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