Bolívia responsabiliza Brasil por aumento de fumaça no país

Vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera culpou processo brasileiro de desmatamento

EFE |

O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, apontou hoje (22) os incêndios no sudoeste do Brasil como a principal causa das fumaças que voltaram a cobrir várias regiões da Bolívia, provocando problemas de saúde sobretudo na Amazônia.

O presidente em exercício disse em entrevista coletiva que tem informações de que "uma grande quantidade de fumaça que está chegando à Bolívia vem do sudoeste brasileiro", onde há "um gigante processo de desmatamento".

Ele reconheceu, no entanto, que parte da fumaça vem de uma antiga prática de camponeses e indígenas bolivianos nesta época do ano, na qual é ateado fogo em campos e regiões de florestas para ampliar as áreas de cultivo.

Os incêndios propositais registrados entre junho e agosto arrasaram mais de 2 milhões de hectares da Amazônia e provocaram muita fumaça nas principais cidades bolivianas, causando a suspensão temporária das operações em vários aeroportos.

O presidente, Evo Morales, e vários funcionários de seu Governo qualificaram esses incêndios provocados de "fenômenos naturais" e culparam a mudança climática pela "aceleração e massificação" dos focos.

Brasil, Argentina, Chile e ONU enviaram ajuda para controlar os incêndios.

O vice-presidente boliviano afirmou que é necessário "uma maior severidade nas sanções" aos excessos dessa prática de atear fogo em florestas, mas descartou a necessidade de ajuda internacional porque, segundo ele, os incêndios agora "não têm a magnitude monstruosa e descomunal" de agosto

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