Biólogos descobrem espécie de peixe no rio Amazonas

Pequeno peixe foi encontrado no Igarapé Curuá, afluente da margem esquerda do Rio Amazonas

EFE |

© Wolmar B. Wosiack
Nova espécie de peixe descoberta na Amazônia tem cor de areia e algumas manchas
Um grupo de biólogos brasileiros descobriu uma nova espécie de peixe no rio Amazonas, no santuário ecológico Calha Norte, informou nesta quarta-feira (23) a ONG Conservação Internacional.

Denominada Stenolicmus ix , a nova espécie foi descrita cientificamente em artigo publicado na última edição da "Revista Zootaxa", segundo a Conservação Internacional, uma das organizações que promoveu a expedição à Calha Norte.

Os biólogos obtiveram apenas um individuo da espécie Stenolicmus ix -  peixe pequeno de água doce que difere de outros semelhantes pelo tamanho dos barbilhões nasais e maxilares, filamentos olfativos ou gustativos.

A nova espécie se destaca também por uma coloração areenta especial com manchas na região dorsal do tronco da qual herdou seu nome científico.

"É um peixe muito pequeno, que foi coletado quase no fim dos trabalhos no igarapé. Devido ao seu tamanho, acreditamos que seja uma espécie difícil de ser encontrada, tanto que só conseguimos coletar um único individuo", explica o biólogo Wolmar Wosiacki, organizador da coleção ictiológica do Museu Paraense Emílio Goeldi e um dos responsáveis pela descrição da nova espécie.

O peixe foi encontrado no Igarapé Curuá, afluente da margem esquerda do Rio Amazonas, em uma das expedições realizadas à Calha Norte por pesquisadores do Museu Goeldi e da Universidade Federal do Pará.

Seu habitat é uma reserva no estado amazônico do Pará que é considerada como o maior bloco de selva e flloresta tropical protegido no mundo por seus quatro milhões de hectares de extensão.

"Descobertas como essa nos fazem lembrar que ainda temos muito a aprender sobre a biodiversidade da Amazônia. A ESEC Grão-Pará é a maior área de proteção integral do mundo, protegendo espécies importantes, conhecidas e ainda não descritas pela ciência, além de serviços ambientais essenciais", destaca Patrícia Baião, diretora do Programa Amazônia, da CI-Brasil.

A ONG  Conservação Internacional organizou entre 2008 e 2010, em associação com o Museu Goeldi, sete expedições biológicas à Calha Norte.

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